Mirelle Pinheiro

Lista vermelha do MJ: veja os foragidos mais temidos do RJ

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou um site que disponibiliza informações sobre os 216 criminosos mais procurados do país

atualizado

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Doca, Peixão e Naval. Entre os oito criminosos mais procurados do estado do Rio de Janeiro (RJ) há traficantes, chefes das facções criminosas mais sangrentas do país, bicheiros e milicianos. Nessa segunda-feira (8/12), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou uma iniciativa que cria uma “lista vermelha” com informações sobre os foragidos mais procurados da Justiça brasileira.

Entre os 216 nomes, oito são de origem fluminense. São eles:

O “Doca”

Edgar Alves de Andrade, mais conhecido como “Doca”, é chefe do Comando Vermelho (CV). Com ficha criminal extensa, o homem tem sido alvo de reiteradas operações policiais, mas, ainda assim, segue ludibriando a Justiça.

Investigado por mais de 100 assassinatos, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores, Doca impõe o terror em diversas comunidades do Rio de Janeiro.

Desde 2003, o nome do traficante aparece em mais de 329 investigações. O Disque Denúncia divulgou, em 28 de outubro, quando foi deflagrada a megaoperação contra o CV nos complexos da Penha e do Alemão, um cartaz oferecendo recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à sua captura.

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Edgar Alves de Andrade, o "Doca"
Doca, chefe do Comando Vermelho no Complexo do Alemão
Doca
Cartaz do disque-denúncia que oferece recompensa por Doca
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Cartaz do disque-denúncia que oferece recompensa por Doca

Reprodução/Disque Denúncia
Edgar Alves de Andrade, o "Doca"
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Edgar Alves de Andrade, o "Doca"

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Doca, chefe do Comando Vermelho no Complexo do Alemão
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Doca, chefe do Comando Vermelho no Complexo do Alemão

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Doca
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Doca

Reprodução/Redes sociais

Peixão

O traficante conhecido como “Peixão”, Álvaro Malaquias Santa Rosa, é apontado como chefe do Terceiro Comando Puro (TCP).

Ele é líder no Complexo de Israel, localizado na Zona Norte do Rio. A facção de Peixão se intitula “evangélica”. Os integrantes costumam usar símbolos como a Estrela de Davi e a bandeira israelense.

Operações deflagradas ao longo deste ano revelaram que o grupo criminoso possui poderio bélico extenso e equipamentos de alta tecnologia.

O traficante montou um núcleo de inteligência para sustentar a guerra contra o Comando Vermelho (CV), facção rival, e expandir o domínio territorial.

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Ele é chefe do Terceiro Comando Puro
Peixão
O homem é um dos criminosos mais procurados do país
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O homem é um dos criminosos mais procurados do país

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Ele é chefe do Terceiro Comando Puro
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Ele é chefe do Terceiro Comando Puro

Arte/Metrópoles
Peixão
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Peixão

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Adilsinho

Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, é um contraventor nascido em uma família de bicheiros.

Segundo a polícia, ele é ligado a um grupo que opera um cassino on-line clandestino que movimentou R$ 130 milhões em três anos.

A quadrilha é conhecida pela violência: para se livrar de rivais, intimida, ameaça e executa quem não segue as imposições do grupo.

Alvo de diversas operações, Adilsinho segue “desaparecido” há anos.

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Bicheiro Adilsinho é investigado por morte de miliciano
Adilsinho é apontado como chefe da máfia dos cigarros ilegais
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Adilsinho é apontado como chefe da máfia dos cigarros ilegais

Reprodução/TV Globo
Bicheiro Adilsinho é investigado por morte de miliciano
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Bicheiro Adilsinho é investigado por morte de miliciano

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Bello

O nome de Bernardo Bello Pimentel Barboza, mais conhecido como “Bello”, aparece em anotações criminais que vão de contravenção a execuções.

Ele é um bicheiro investigado por assassinatos de rivais e desafetos. Bello já foi presidente da escola de samba Unidos de Vila Isabel e é alvo recorrente de operações policiais.

A Polícia Civil e o Ministério Público tentam, sem sucesso, prendê-lo ao menos desde novembro do ano passado.

Pezão

Conhecido como Pezão, o traficante Luciano Martiniano da Silva é considerado foragido há mais de 15 anos. Ele é um dos chefes do Comando Vermelho na área do Complexo do Alemão.

Em 2005, Pezão foi preso pela Polícia Civil do Rio, mas acabou solto cerca de três anos depois, após decisão judicial.

Em 2010, voltou a ser considerado foragido. Em uma operação para prendê-lo, em 2022, 18 pessoas foram mortas.

Há mandados de prisão em aberto contra ele por tráfico de drogas e homicídios.

Naval

O criminoso Paulo David Guimarães Ferraz Silva, de 31 anos, mais conhecido como Naval, assumiu a chefia do maior grupo paramilitar do Rio — a “Família Braga”, ou “Bonde do Zinho” — em junho de 2024, após a morte de Rui Paulo Gonçalves Estevão, o Pipito, neutralizado pela Draco.

Apontado como um “homem de guerra”, Naval é considerado violento e ligado a diversos homicídios. Ele controla a região da Carobinha e as comunidades de Antares e Rola, áreas estratégicas da Zona Oeste, além de comandar Barbante e Vilar Carioca, que protege de ataques do Comando Vermelho (CV).

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Naval participou da execução do chefe da milícia Liga da Justiça, Jerominho, e de seu amigo Maurício Raul Atallah, assassinados em Campo Grande, em 2022, em plena luz do dia.

 

Lacoste

Ligado à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), Wallace Brito Trindade chefia o tráfico de drogas no Complexo da Serrinha, em Madureira, Zona Norte do Rio.

Segundo o Portal Procurados, Lacoste vem tentando tomar, a todo custo, os pontos de venda de drogas do Morro do Cajueiro, dominado pelo Comando Vermelho.

No domingo de Páscoa de 2016, ele ordenou que traficantes da Serrinha invadissem o Morro do Cajueiro. Durante a invasão, Ryan Gabriel Pereira dos Santos, de 4 anos, que brincava com o avô na calçada, foi atingido por bala perdida. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu.

Abelha

Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, conhecido como “presidente do Comando Vermelho (CV)”, responde a pelo menos oito processos por homicídio.

Ele esteve preso entre 2002 e 2021, quando deixou o Complexo de Gericinó, em Bangu, pela porta da frente.

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