
Mirelle PinheiroColunas

Justiça decide manter bicheiro Rogério Andrade em presídio federal
Rogério está preso no Presídio Federal de Campo Grande (MS) desde outubro de 2024, acusado de mandar matar o rival Fernando Iggnácio
atualizado
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O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa contra a inclusão do bicheiro Rogério de Andrade (foto em destaque) no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e decidiu mantê-lo em presídio federal de segurança máxima. A decisão foi tomada pela 8ª Câmara Criminal do TJRJ.
O desembargador relator destacou que a medida é proporcional e necessária para resguardar a segurança pública, considerando a gravidade dos crimes imputados e a periculosidade do acusado.
“A transferência dos líderes para presídios nos quais o Estado exerce maior aparato de segurança e controle interfere na organização das estruturas criminosas que possuem métodos violentos de domínio territorial, com uso frequente de intimidação e de armas, em seus redutos controlados”, justificou o magistrado.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ressaltou que são atribuídos diversos crimes a Rogério de Andrade, apontado como um dos principais líderes de uma organização criminosa envolvida na exploração sistemática de jogos de azar, com episódios recorrentes de intimidação e violência contra pessoas, com o objetivo de domínio territorial.
Quem é o contraventor
Rogério de Andrade é considerado, atualmente, um dos maiores bicheiros do Rio de Janeiro, com faturamento milionário.
Ele é acusado de liderar uma vasta rede criminosa que inclui exploração de jogos de azar, corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro e homicídios.
Rogério está preso no Presídio Federal de Campo Grande (MS) desde outubro de 2024, acusado de mandar matar o rival Fernando Iggnácio, em 2020.
O assassinato ocorreu no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, logo após a vítima desembarcar de helicóptero, quando retornava de sua casa de praia em Angra dos Reis.
Fernando Iggnácio foi atingido por três tiros de fuzil, um deles na cabeça, e morreu no local. O atirador estava escondido em um terreno baldio ao lado do heliporto.
