Mirelle Pinheiro

Trio que matou oficial de Justiça a mando de ex-esposa é condenado

Um dos homens foi condenado a 21 anos de prisão, os demais receberam pena de 14 anos. O crime ocorreu em setembro de 2022

atualizado

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Reprodução/Redes sociais
Oficial de Justiça – Jorge Eduardo Lopes Borges
1 de 1 Oficial de Justiça – Jorge Eduardo Lopes Borges - Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça de Pernambuco condenou, nessa quarta-feira (23/7), três homens, identificados como Ezequias Oliveira da Silva, José Paulo Araújo da Silva e Michel Francisco da Silva, pelo assassinato do oficial de Justiça Jorge Eduardo Lopes Borges (foto em destaque), ocorrido em 4 de setembro de 2022.

As investigações apontaram que a execução ocorreu a mando da ex-mulher da vítima, apontada como mentora intelectual do crime.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), representado em plenário pelos Promotores de Justiça Eliane Gaia e André Rabelo, sustentou a tese de condenação dos réus por homicídio qualificado por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Ezequias foi condenado a 21 anos de reclusão, enquanto os outros dois tiveram a pena fixada em 14 anos de reclusão.

Ao final do julgamento, o MPPE recorreu da decisão no que diz respeito às penas aplicadas contra os réus José Paulo e Michel; já as defesas dos réus também apresentaram pedidos de recurso, que serão apreciados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

A mulher apontada como mandante do crime, Sílvia Helena de Melo Souza Alencar, não foi a julgamento ainda porque sua defesa apresentou recurso contra a decisão de pronúncia.

“As condutas de cada um estão bem individualizadas. Ezequias foi o executor do crime, enquanto Michel e José Paulo são intermediários. A ex-mulher da vítima conheceu Michel e, por meio dele, chegou a José Paulo que recrutou Ezequias para efetuar os disparos na vítima”, argumentou Gaia.

O crime

O oficial de Justiça foi assassinado aos 42 anos ao ser atingido por tiros na cabeça.

No momento em que foi alvejado, ele dirigia. Era por volta das 17h38 quando o crime foi registrado por câmeras de segurança.

Três dias após o crime, ele teve morte cerebral declarada. À época, Jorge deixou esposa e dois filhos, sendo que o mais novo tinha apenas  50 dias de nascido.

A ex-esposa dele, a médica Silvia Helena de Melo Souza Alencar, foi presa em 16 de setembro de 2022. Com a suposta mandante do crime, o oficial tinha uma filha de 6 anos.

A morte teria sido encomendada em decorrência de uma briga judicial pela guarda da filha do casal.

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