Mirelle Pinheiro

Justiça absolve sobrinho de Marcola, líder do PCC, por falta de provas

A decisão, proferida pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Fortaleza, concluiu que não havia provas suficientes

atualizado

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Leonardo Alexsandre Ribeiro Herbas Camacho
1 de 1 Leonardo Alexsandre Ribeiro Herbas Camacho - Foto: Reprodução/Redes sociais

Leonardo Alexsandre Ribeiro Herbas Camacho (foto em destaque), sobrinho de Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, apontado como líder máximo da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), foi absolvido juntamente com outros oito réus das acusações de integrar organização criminosa e explorar o “jogo do bicho”.

A decisão, proferida pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Fortaleza, concluiu que não havia provas suficientes para sustentar uma condenação, pondo fim a um processo que se estendeu por quase um ano e meio e que levou à prisão dos acusados.

A sentença representa uma reviravolta na Operação Primma Migratio, deflagrada em abril de 2024 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE). A operação visava desmantelar um suposto núcleo gerencial e logístico do PCC que atuava no estado, com suspeitas de movimentar mais de R$ 300 milhões em atividades ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro através de empresas de apostas como a Loteria Fort e a Fourbet.

O juízo considerou as provas apresentadas pelo Ministério Público como “frágeis e insuficientes” para comprovar o vínculo dos réus com a organização criminosa.

Segundo a decisão, a mera atuação dos acusados em empresas como a Loteria Fort, que na época dos fatos operava amparada por uma decisão judicial, não era suficiente para caracterizar o crime de organização criminosa. “A prova apresentada revela-se frágil e insuficiente para sustentar, de forma segura, qualquer imputação nesse sentido”, afirma um trecho da sentença.

Investigação
A Operação Primma Migratio, que contou com a colaboração das FICCOs de São Paulo e Santa Catarina, foi desencadeada a partir de investigações que apontavam para a atuação de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, o “Marcolinha”, irmão de Marcola, como líder do PCC na Região Nordeste. Leonardo, seu filho, era suspeito de auxiliar nas operações, que incluiriam o uso de plataformas de apostas para lavagem de dinheiro.

Durante a investigação, foram realizadas interceptações telefônicas e análises de dados telemáticos, que, segundo o Ministério Público, indicavam a ligação dos acusados com o PCC. No entanto, a defesa dos réus argumentou que as conversas interceptadas não demonstravam qualquer tipo de adesão ou colaboração com a facção, mas sim preocupações comerciais relacionadas aos negócios de apostas.

Defesa
Em nota à coluna, o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Leonardo Herbas Camacho, comemorou a decisão e criticou a prisão de seu cliente, que classificou como “injusta”.

“Durante todo o período em que permaneceu privado de sua liberdade, Leonardo foi alvo de acusações que jamais encontraram respaldo em provas concretas. A absolvição, portanto, não representa apenas o reconhecimento de sua inocência, mas também a reafirmação da importância do devido processo legal e da proteção das garantias fundamentais”, declarou o advogado.

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