Investigação aponta que morte de fotógrafa em cachoeira foi acidental
Ana Paula Silveira havia desaparecido no último sábado (25/7), no Salto das Orquídeas, em Sapopema (PR)

Após o corpo da fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso (foto em destaque), de 29 anos, que estava desaparecida desde o último sábado (25/7), ser encontrado na manhã desta quinta-feira (30), as investigações buscam esclarecer o que causou a morte da vítima.
Segundo o delegado da Polícia Civil do Paraná (PCPR) em Sapopema, Thiago Luiz, a principal tese é de que a morte da jovem tenha sido acidental.
“A linha de investigação é de morte acidental. Estamos realizando a extração dos dados dos equipamentos eletrônicos da vítima, como o computador e o aparelho celular”, informou.
O delegado também afirmou que hóspedes que estavam na pousada no dia do fato, além do proprietário do estabelecimento, estão sendo ouvidos. “A colega que estava com a vítima no momento do acidente também já prestou depoimento”, afirma. A PCPR aguarda o envio do laudo pela Polícia Científica.
O caso
A ocorrência de desaparecimento teve início na tarde do último sábado (25), por volta das 16h, quando Ana Paula e uma amiga tentavam atravessar uma área de corredeira com o auxílio de uma corda. Durante a travessia, ambas caíram de uma cachoeira com aproximadamente 45 metros de altura.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroUma das vítimas conseguiu alcançar a margem e foi localizada na manhã de domingo (26). Ela recebeu atendimento das equipes de emergência e foi encaminhada a uma unidade hospitalar.
Ana Paula permanecia desaparecida até a manhã desta quinta-feira (30).
A localização do corpo
O corpo foi encontrado por volta das 7h10, durante um dos voos diários de reconhecimento realizados com drone na área de buscas. As imagens captadas pelo equipamento permitiram localizar o corpo, que seria de Ana Paula, flutuando no rio.
O local onde a vítima foi encontrada fica entre 150 e 200 metros à frente do Poço Preto, próximo a um conjunto de pedras. Segundo o CBMPR, a redução do nível da água registrada nas últimas horas contribuiu para a visualização da vítima.
Desde o início da operação, as equipes empregaram buscas terrestres, aquáticas e aéreas, além de recursos tecnológicos, como drones. Ao longo dos trabalhos, mais de 100 mil metros foram percorridos com atuação de bombeiros militares, voluntários e equipes especializadas, incluindo o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST). Foram mais de quatro dias de buscas por Ana Paula.




