
Mirelle PinheiroColunas

Homem com esquizofrenia some após ser agredido em bar no Entorno do DF
A mãe dele, que não quis se identificar, contou que ela e o filho foram agredidos em um bar, em Valparaíso de GO, pouco antes dele sumir
atualizado
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Uma mulher denunciou ter sido vítima de agressão física após uma confusão ocorrida em um bar localizado em Valparaíso de Goiás (GO), no Entorno do Distrito Federal (DF). Segundo ela, o filho, um homem de 34 anos com esquizofrenia, identificado como Gléyverton de Souza Rodrigues (foto em destaque), desapareceu após também ser agredido durante o episódio, ocorrido no sábado (28/3).
À coluna, a vítima, que preferiu não se identificar, contou que a confusão começou depois que o filho gastou R$ 8 no estabelecimento e deixou o local para chamá-la para realizar o pagamento.
Em relato à polícia, ela afirmou que o filho foi até uma distribuidora localizada em frente ao condomínio onde eles moram para comprar cigarros e teria deixado o celular como garantia de pagamento.
De acordo com o boletim de ocorrência, ao chegar ao local e pedir a chave Pix do homem para quitar a dívida, o proprietário do bar teria se recusado a devolver o celular e, de forma agressiva, quebrado o aparelho.
Ainda segundo o relato, o homem teria partido para cima do filho dela. Ao tentar intervir para protegê-lo, a mulher afirmou que também foi agredida com socos na boca e na cabeça, além de chutes. Fotos anexadas ao boletim de ocorrência revelam que ela sofreu diversos ferimentos nos lábios.
No registro ela detalhou ainda que, durante a confusão, outras pessoas que estavam no local, amigas do proprietário, teriam levado o filho para outro ponto e iniciado novas agressões contra ele.
A vítima relatou também que foi ameaçada ao dizer que chamaria a polícia. Segundo ela, o agressor teria mandado que saísse do local e afirmado que poderia matá-la. Após o episódio, a mulher disse que tentou acionar a Polícia Militar diversas vezes, mas sem sucesso.
Desaparecido
Segundo ela, depois da ocorrência, o filho não voltou para casa e, até o momento do registro da denúncia, ela não tinha informações sobre o paradeiro dele.
“Me bateram com murros e pontapés como se eu fosse um homem; eu estou aqui espancada, angustiada porque não tenho notícias do meu filho e me sinto humilhada.”
Quando foi visto pela última vez, Gléyverton usava calça jeans azul, camisa rosa e tênis com detalhes amarelo. Qualquer informação pode ser repassada à família (61 9235-4819) ou à Polícia Civil de Goiás, por meio do 197.




