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Mirelle Pinheiro

Homem cola cartazes com ofensas a nordestinos em janela de prédio: “Tolos”

Natural do Rio de Janeiro, ele foi preso em um condomínio no Rio Grande do Norte. Os cartazes foram colados nas janelas de seu apartamento

07/11/2026 09:55, atualizado 07/11/2026 09:59
Divulgaçaõ/PCRN
Homem cola cartazes com ofensas a nordestinos em janela de prédio: “Tolos”

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), nessa sexta-feira (6/11), após colar cartazes com mensagens ofensivas e discriminatórias contra a população nordestina nas janelas de seu apartamento, em um condomínio localizado no bairro Tirol, na Zona Leste de Natal.

O caso chegou às autoridades após moradores do local enviarem diversas denúncias à Polícia Civil contra o suspeito, que é natural do Rio de Janeiro (RJ). Ele teria afixado as mensagens em local de ampla visibilidade, permitindo que o conteúdo fosse visualizado por moradores, funcionários e visitantes do condomínio.

De acordo com a PCRN, os cartazes continham mensagens manuscritas que associavam a população nordestina à ignorância, à inferioridade intelectual e ao atraso social, além de expressões depreciativas relacionadas à origem regional e ao posicionamento político dos habitantes do Nordeste.

Em um dos cartazes, o homem escreveu: “O Brasil que trabalha e que produz riquezas (Sudeste, Sul, Centro-Oeste) foi atrapalhado pelos parasitas da nação (Norte, Nordeste e Vale do Jequitinhonha (MG)”.

Outra mensagem afirmava que a região Nordeste seria “a latrina do Brasil”, em referência a um local destinado ao descarte de fezes, urina e outros dejetos.

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Entre as manifestações, o suspeito classificava os nordestinos como “estúpidos, tolos e ignorantes”, além de utilizar outras expressões discriminatórias contra a população da região.

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O caso chegou às autoridades após moradores do local enviarem diversas denúncias à Polícia Civil contra o suspeito, que é natural do Rio de Janeiro
O homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à delegacia especializada para a realização dos procedimentos legais cabíveis
Os cartazes continham mensagens manuscritas que associavam a população nordestina à ignorância, à inferioridade intelectual e ao atraso social
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Os cartazes continham mensagens manuscritas que associavam a população nordestina à ignorância, à inferioridade intelectual e ao atraso social

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O caso chegou às autoridades após moradores do local enviarem diversas denúncias à Polícia Civil contra o suspeito, que é natural do Rio de Janeiro
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O caso chegou às autoridades após moradores do local enviarem diversas denúncias à Polícia Civil contra o suspeito, que é natural do Rio de Janeiro

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O homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à delegacia especializada para a realização dos procedimentos legais cabíveis
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O homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à delegacia especializada para a realização dos procedimentos legais cabíveis

Divulgaçaõ/PCRN

As mensagens provocaram indignação e constrangimento entre os moradores. Diante das denúncias, as equipes realizaram diligências no endereço indicado e constataram que os cartazes permaneciam expostos nas janelas do imóvel.

Durante a ação policial, o suspeito se apresentou aos investigadores e admitiu ter produzido as mensagens e colado o material nas janelas.

O homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à delegacia especializada para a realização dos procedimentos legais cabíveis. Os cartazes foram retirados do local e apreendidos pela equipe policial.

O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de injúria racial e discriminação em razão da procedência, previstos nos artigos 2º-A e 20 da Lei nº 7.716/1989, respectivamente. Após os procedimentos legais, ele ficou à disposição da Justiça.

Em nota, a Polícia Civil ressaltou que a liberdade de expressão e de manifestação política, assegurada pela Constituição Federal, não autoriza a prática de condutas discriminatórias contra pessoas ou grupos em razão de sua origem.

“Manifestações que ultrapassem os limites da crítica política e configurem ofensas discriminatórias podem caracterizar crimes previstos na legislação brasileira”, informou.