Homem ameaça delegada com arma em vídeo de visualização única
Segundo a PCRS, o suspeito, preso nesta quinta (14/10), usou dois perfis nas redes sociais para enviar mensagens intimidando a delegada

Um homem foi preso pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), nessa terça-feira (13/10), após ameaçar uma delegada da corporação por meio de perfis nas redes sociais. Segundo as investigações, ele enviou mensagens ameaçadoras e vídeos com armas de fogo, além de usar o nome de uma facção criminosa para intimidá-la.
De acordo com a PCRS, a delegada registrou uma ocorrência relatando que, logo após publicar um conteúdo em sua rede social, passou a receber mensagens privadas com recados violentos em tom que sugeria conhecimento de sua rotina e que ela estaria sendo monitorada.
Utilizando outro perfil na mesma plataforma, o investigado também encaminhou um vídeo com o recurso de visualização única, no qual exibia uma arma de fogo e uma elevada quantia em dinheiro.
Um outro áudio enviado pelo homem fazia referência à união de traficantes locais e ao fortalecimento de uma facção criminosa originada no sistema prisional.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroConforme apontado pelos investigadores, o conteúdo tinha o propósito de intimidar a policial civil e transmitir à vítima e à coletividade a ideia de domínio territorial, capacidade ofensiva e impunidade da organização criminosa.
Investigação
Após receber a denúncia, a equipe de investigação da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC) realizou uma análise de dados telemáticos, o que possibilitou identificar os perfis utilizados nas ameaças e vinculá-los ao investigado.
A Justiça deferiu o pedido da autoridade policial e decretou a prisão preventiva do investigado, além de expedir mandados de busca e apreensão.
Foi apurado que o homem tem antecedentes policiais por tráfico de drogas e ameaça, além de registros de violência contra agentes de segurança pública.
A Polícia Civil destacou que a conduta investigada vai além do crime de ameaça, uma vez que ao utilizar símbolos de violência e a reputação da facção para constranger uma autoridade responsável pela persecução penal, o investigado teria buscado fortalecer o poder de intimidação do grupo criminoso.
“Por essa razão, o caso é apurado, em tese, como favorecimento ao domínio social estruturado, crime previsto no artigo 3º da Lei nº 15.358/2026 (Lei Antifacção), que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil”, afirmou em nota.
Operação linha vermelha
A ação policial deflagrada para prender o investigado foi batizada de Operação Linha Vermelha.
Segundo a PCRS, o nome faz referência ao limite que não pode ser ultrapassado: a intimidação de agentes do Estado no exercício de suas funções. Ameaçar uma policial em nome de uma facção criminosa é um ataque direto às instituições democráticas e à própria sociedade.
As investigações continuam para identificar outros suspeitos envolvidos no crime.


