
Mirelle PinheiroColunas

Hackers que roubaram R$ 19 milhões tinham coleção de carros de luxo. Veja vídeo
O núcleo criminoso teria, segundo as investigações, executado ataques semelhantes contra bancos e empresas do setor financeiro
atualizado
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Os integrantes do esquema milionário de furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa, alvos da Operação Azimut, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira (9/12), adquiriram pelo menos sete carros de luxo.
Conduzida pela 2ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (2ª DCCiber/Deic), a investigação apura um golpe sofisticado contra uma empresa do setor de recebíveis e pagamentos.
Segundo a polícia, criminosos utilizaram credenciais legítimas, porém obtidas de forma irregular, para acessar o sistema da companhia e realizar movimentações financeiras não autorizadas.
O ataque, ocorrido em 8 de janeiro de 2025, resultou em um desvio de R$ 19,2 milhões transferidos para contas controladas pelo grupo.
A análise das transações levou a polícia a uma empresa beneficiária de R$ 7 milhões do valor roubado que, segundo a apuração, movimentou uma quantia impressionante: R$ 6,8 bilhões em apenas dois anos.
Os valores bilionários indicam que o grupo já atuava há algum tempo, empregando uma estrutura complexa para lavar recursos do crime e aplicar novas fraudes contra instituições financeiras.
A fintech vítima funciona como correspondente bancário e oferece serviços como antecipação de vendas e gestão de fluxo de caixa por aplicativo .
Além da grande movimentação financeira, os investigadores identificaram outras fraudes conectadas ao mesmo núcleo criminoso, que teria executado ataques semelhantes contra bancos e empresas do setor financeiro.
A operação
A ação cumpre 12 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão nas cidades de Hortolândia, Campinas e São Paulo. Até a última atualização da reportagem, sete pessoas já haviam sido presas.
Os alvos desta fase foram, segundo a Polícia Civil, verdadeiros beneficiários das empresas e escritório de contabilidade.
Na primeira fase, deflagrada em julho, foram os laranjas em que as empresas estavam cadastradas.
Os materiais apreendidos nas buscas serão periciados para identificar os demais integrantes e rastrear o caminho do dinheiro desviado. A Polícia Civil também apura se houve participação de funcionários corrompidos ou vazamento interno de credenciais.
Os investigados podem responder por organização criminosa, furto mediante fraude e lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, ultrapassam 30 anos de prisão.










