Mirelle Pinheiro

Grupo que movimentou R$ 320 milhões em fraudes é alvo de operação

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida de policiais - Foto: Reprodução/PCERJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual deflagraram, na manhã desta quarta-feira (4/3), a Operação Pecunia Obscura, contra uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 320 milhões por meio de fraudes bancárias, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

A ação é conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP), da Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), em conjunto com o Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Gaeco (CyberGaeco/MPRJ).

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens móveis, imóveis e valores que podem chegar a R$ 150 milhões.

As buscas ocorrem em Armação dos Búzios, Saquarema e Araruama, na Região dos Lagos, além de ações nas zonas Norte e Oeste do Rio, em Niterói e São Gonçalo.

Também há equipes atuando no Maranhão, em operação integrada com a Polícia Civil daquele estado.

A ação conta ainda com apoio de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

Investigação

O inquérito teve início em março de 2021, após uma empresa comunicar às autoridades ter sido vítima de um esquema fraudulento que causou prejuízo inicial de cerca de R$ 1 milhão.

Segundo as investigações, os criminosos utilizaram documentos falsos para acessar informações e explorar vulnerabilidades no sistema da empresa, desviando valores.

A partir da análise das movimentações financeiras e da cooperação com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os investigadores descobriram um complexo esquema de lavagem de dinheiro.

Os dados indicam que integrantes do grupo movimentaram aproximadamente R$ 320 milhões ao longo de cinco anos.

Empresas fantasmas

De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava empresas de fachada e realizava depósitos em dinheiro vivo de grandes quantias para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Embora a atuação principal da organização esteja concentrada na Região dos Lagos, as investigações apontam ramificações em outros estados, como Minas Gerais e Maranhão.

Conexões com o “Faraó dos Bitcoins”

Durante a investigação, também foram identificadas transações financeiras ligadas ao grupo de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, investigado por um dos maiores esquemas de pirâmide financeira do país.

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