Mirelle Pinheiro

Gravação ajuda a identificar adolescentes que tentaram afogar Caramelo. Veja vídeo

O cão foi jogado no mar por adolescentes que queriam matá-lo afogado na Praia Brava, em Santa Catarina. O delegado-geral da PCSC o adotou

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
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1 de 1 cao-caramelo—caso-orelha—novos-suspeitos - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Uma gravação registrada por câmeras de monitoramento instaladas na região da Praia Brava, em Santa Catarina (SC), poderá ajudar a Polícia Civil a identificar os adolescentes responsáveis por tentar matar um cão Caramelo afogado no mar. O cão Orelha foi brutalmente espancado no mesmo local.

 

Na gravação, é possível ver três suspeitos levando o cão Caramelo minutos antes de ele ser jogado no mar. Em dado momento, as imagens registram o cão se aproximando de adolescentes que estavam na praia. Um deles pega o animal no colo.

Um homem surge na cena e se senta a um banco enquanto observa a ação dos adolescentes. Pouco depois, os menores suspeitos saem pela faixa de areia com o cachorro. O material está sendo analisado pela polícia.

Cão Orelha

Quatros adolescentes também são investigados por agredir brutalmente o cão Orelha. O animal, que era cuidado por moradores da região da Praia Brava, morreu no dia 4 de janeiro deste ano.

Conhecido na região, o animal vivia solto e recebia cuidados coletivos de moradores e comerciantes. O caso é apurado pela Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e envolve quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nos maus-tratos.

De acordo com a polícia, dois dos jovens já foram ouvidos. Os outros dois devem prestar depoimento na próxima semana. As oitivas ocorrem com acompanhamento de responsável legal, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente. Por se tratar de procedimento protegido por sigilo, a Polícia Civil não divulga datas, horários ou locais.

Durante a apuração, um adolescente que havia sido inicialmente apontado como suspeito passou à condição de testemunha. A mudança ocorreu após a análise de imagens e a apresentação de provas pela família, que indicam que o jovem não estava na Praia Brava no período em que ocorreram as agressões. Segundo a polícia, ele não aparece nos registros analisados.

A investigação enfrenta dificuldades devido à ausência de imagens diretas do momento das agressões. Ainda assim, a polícia analisa vídeos de outros episódios de confusão e vandalismo registrados na mesma região e período, com o objetivo de cruzar informações. A Polícia Científica atua no aprimoramento das imagens disponíveis, enquanto dados obtidos a partir de celulares apreendidos podem auxiliar na reconstituição dos fatos.

Na semana passada, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra adolescentes investigados, recolhendo aparelhos celulares e peças de vestuário. Dois dos suspeitos estavam fora do país e retornaram ao Brasil na quinta-feira (29), data em que parte das diligências foi realizada. Outros mandados já haviam sido cumpridos anteriormente em endereços de investigados que estavam no território nacional.

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