Mirelle Pinheiro

Golpe do falso advogado: perseguição de 20 minutos termina em prisão

A prisão é um desdobramento da operação realizada na quinta (19/3), considerada a maior já realizada no país contra esse tipo de golpe

atualizado

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu mais uma pessoa no âmbito da Operação Falso Advogado, considerada a maior já realizada no país contra esse tipo de golpe.

Por meio de levantamentos e ações de inteligência, a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) descobriu que um dos autores do golpe estava em Trancoso, na Bahia, e que voltaria para São Paulo de carro. Após identificar os dados do veículo, as informações foram repassadas para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que prendeu o investigado depois de uma perseguição que durou cerca de 20 minutos.

O homem foi levado para a Delegacia de Bragança, em São Paulo, para cumprimento do mandado.

Balanço da operação

  • Até o momento, a operação já resultou na prisão de 17 pessoas por mandado de prisão preventiva. A ação também cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços ligados ao grupo investigado.
  • Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Justiça determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de valores financeiros, incluindo 296 contas bancárias utilizadas pelos investigados.
  • Além disso, as equipes apreenderam mais de R$ 70 mil em dinheiro em espécie, além de joias e relógios de alto valor, que agora passam por perícia para identificação da origem dos bens.

A fraude

Segundo a apuração, o grupo obtinha ilegalmente credenciais de advogados para acessar processos judiciais eletrônicos. Com os dados em mãos, os criminosos entravam em contato com as vítimas, se passando por representantes legais, e cobravam supostas taxas para liberação de valores judiciais.

A estratégia era sofisticada. As abordagens incluíam mensagens por WhatsApp, ligações telefônicas e roteiros elaborados para convencer as vítimas de que os pedidos eram legítimos.

A organização tinha divisão de funções. Havia integrantes responsáveis por invadir sistemas e captar dados, outros que faziam o primeiro contato com as vítimas e um núcleo financeiro voltado à coleta e lavagem do dinheiro.

Também foram identificados responsáveis pelo fornecimento de chips telefônicos e contas bancárias usadas no esquema.

De acordo com a polícia, o grupo atuava em pelo menos 11 estados, incluindo Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.

Os suspeitos podem responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 26 anos de prisão.

A operação, deflagrada na quinta-feira (19/3), mobilizou cerca de 70 policiais civis do DF, que se deslocaram até São Paulo para cumprir as ordens judiciais.

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