
Mirelle PinheiroColunas

Fuga mortal: após ser preso, PM morre ao roubar e fugir com viatura
O PM era investigado por passar informações privilegiadas a traficantes de drogas
atualizado
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Um policial militar da ativa, alvo da Operação Eneida, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), morreu nessa quinta-feira (5/12) após tentar fugir com a viatura que o conduzia na BR-232, em Caruaru (PE).
Ele era investigado por alertar traficantes e fornecer informações sigilosas a uma organização criminosa que atua em Pernambuco e no Piauí.
O nome do policial não foi divulgado.
O PM havia sido preso logo cedo, ele prestou depoimento e foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exame de corpo de delito.
Fuga
Após a perícia, durante o traslado para o Recife, a viatura parou em um posto de combustíveis.
Foi nesse momento que o policial aproveitou a saída momentânea dos agentes, conseguiu assumir o volante do carro oficial e tentou fugir.
Os policiais reagiram e realizaram disparos para impedir a fuga, atingindo o militar no cotovelo e na coxa esquerda.
Mesmo socorrido ao Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, ele não resistiu.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a ação. O Instituto de Criminalística realizou perícia no local, enquanto os policiais que realizaram os disparos prestaram depoimento.
Operação Eneida
Deflagrada pelo Gaeco, a Operação Eneida cumpriu 11 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão em Caruaru, Bezerros (PE) e Teresina (PI).
O grupo investigado é acusado de atuar como “atacadista” de drogas e armas, abastecendo pontos de venda e operando fluxos de compra, manutenção e distribuição de armamentos.
O esquema contava com vazamentos de dados sigilosos fornecidos por policiais militares, que repassavam informações sobre investigações, mandados e movimentações policiais.
Dois PMs alvos da operação
Segundo o Ministério Público de Pernambuco, dois policiais militares estavam entre os investigados, o da ativa, morto durante a fuga, suspeito de alertar chefes do tráfico e um PM da reserva, apontado como responsável por uma fábrica clandestina de armas e munições.
Esse segundo policial foi preso. Na oficina ilegal, eram produzidos armamentos repassados à organização criminosa.
A quadrilha é investigada por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas, porte ilegal de arma, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional.
Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
