
Mirelle PinheiroColunas

Falsos médicos tinham “menu” com testes de gravidez, DNA e atestados. Veja vídeo
A quadrilha foi alvo de operação da Polícia Civil do Estado de Goiás na manhã desta terça-feira (24/3)
atualizado
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Um grupo criminoso, alvo de operação da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), na manhã desta terça-feira (24/3), mantinha um esquema altamente sofisticado de produção e venda on-line de documentos médicos falsificados.
As investigações apontam que a organização atuou de forma estruturada entre 2020 e 2024, operando como uma empresa digital criminosa, com divisão de tarefas, atendimento ao público e sistema financeiro organizado.
O grupo utilizava sites com aparência profissional para comercializar atestados médicos, exames laboratoriais e receitas falsas, incluindo documentos sensíveis, como testes de DNA, exames de gravidez — com resultados conforme solicitação — e atestados para justificar ausências no trabalho e em instituições de ensino.
Os documentos eram ofertados com tabela de preços, variando conforme a demanda, e apresentados com aparência legítima, contendo identificação de médicos reais, códigos CID, carimbos e assinaturas falsos. Após a contratação, os materiais eram enviados por meio digital e também fisicamente, inclusive via Sedex, alcançando diversas regiões do país.
Durante a investigação, foram identificados mais de 160 documentos falsificados.
A ação policial
Nesta terça-feira (24), estão sendo cumpridos sete mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após investigação que identificou os integrantes do grupo.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de falsificação de documento público, falsificação de documento particular e associação criminosa.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis beneficiários.















