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Mirelle Pinheiro

Ex-PM é condenado pela morte de rival de Adriano da Nóbrega

Segundo o Ministério Público do RJ, o homem integrava o grupo criminoso denominado "Escritório do Crime". O assassinato ocorreu em 2018

30/09/2026 13:15, atualizado 30/09/2026 13:21
Reprodução/Redes sociais
Ex-PM é condenado pela morte de rival de Adriano da Nóbrega

Integrante da organização criminosa conhecida como “Escritório do Crime”, apontada em investigações como responsável por homicídios sob encomenda e chefiada por Adriano da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, o ex-policial militar identificado como João Luiz da Silva, conhecido como Gago, foi condenado, nessa terça-feira (29/9), a mais de 37 anos de prisão pela morte de Marcelo Diotti (foto em destaque).

O crime foi cometido no dia 14 de março de 2018, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, em razão de desavenças entre a vítima e Capitão Adriano.

Segundo o MPRJ, os integrantes do “Escritório do Crime” responsáveis pela execução, entre eles João Luiz, monitoraram a rotina de Diotti e de sua companheira até o momento do crime. Após sair de um restaurante, a vítima foi atingida por diversos disparos, a maior parte deles na cabeça.

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João Luiz foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ), em maio de 2020, pelo homicídio qualificado de Diotti.

O Conselho de Jurados acolheu integralmente os pedidos do MPRJ ao reconhecer que o crime foi praticado por dois motivos torpes: por vingança de Adriano contra a vítima e como demonstração de força e poder diante de grupo rival a Diotti. Também ficou demonstrado que o crime foi cometido mediante pagamento ou promessa de recompensa, por meio de emboscada e por grupo de extermínio.

Os irmãos Leonardo Gouvêa da Silva, conhecido como Mad, e Leandro Gouvêa da Silva, conhecido como Tonhão, também integrantes do “Escritório do Crime” e participantes do homicídio, foram julgados e condenados em maio de 2024 pelo mesmo IV Tribunal do Júri.

Adriano Magalhães da Nóbrega, que era ex-capitão do Bope e ex-policial militar, morreu em 9 de fevereiro de 2020, aos 43 anos, durante uma operação policial em um sítio em Esplanada, na Bahia (BA).