
Mirelle PinheiroColunas

Ex-mulher denuncia líder do crime e PF desmantela fraude de importados. Veja vídeo
Segundo a PF, o grupo fraudava a importação de eletrônicos, acessórios e outros itens de alto valor, sempre em grande volume
atualizado
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A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quarta-feira (3/12), a Operação Uxoris, uma ação conjunta contra uma organização criminosa transnacional especializada em contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e irregularidades no sistema financeiro. O grupo teria movimentado ao menos R$ 40 milhões.
A ação é resultado de uma investigação que se estendeu por meses e mirou a atuação de uma estrutura sofisticada, com ramificações em Mato Grosso do Sul e São Paulo, voltada à entrada ilegal de grande quantidade de produtos estrangeiros no país sem qualquer registro fiscal ou aduaneiro.
As mercadorias eram distribuídas em todo o território nacional, tanto por meio de marketplaces quanto em lojas físicas de Campo Grande (MS).
Esquema milionário
Segundo a PF, o grupo fraudava a importação de eletrônicos, acessórios e outros itens de alto valor, sempre em grande volume.
Para pagar fornecedores internacionais sem passar pelo sistema bancário oficial, a quadrilha utilizava o método conhecido como “dólar-cabo”, um mecanismo de remessa clandestina de dinheiro ao exterior por compensações financeiras irregulares.
A investigação também identificou práticas sofisticadas de lavagem de capitais, com criação de empresas de fachada, movimentações fracionadas e ocultação da origem e do destino dos valores.
A denúncia que desencadeou tudo
O ponto de partida da investigação foi uma denúncia feita à Receita Federal pela ex-esposa do líder da quadrilha, que informou o uso indevido de seus documentos para abrir empresas fictícias utilizadas no esquema.
A partir disso, os órgãos federais comprovaram que o grupo constituiu ao menos 14 empresas usadas para esquentar mercadorias e movimentar os lucros do contrabando.
Bloqueio de bens e operação em dois estados
Com base no relatório da PF e do Ministério Público Federal, a Justiça Federal expediu nove mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens, valores e imóveis pertencentes a 20 pessoas físicas e jurídicas, totalizando cerca de R$ 40 milhões e suspensão das atividades de 14 empresas envolvidas no esquema
As diligências ocorreram em Mato Grosso do Sul e São Paulo, envolvendo casas e estabelecimentos comerciais ligados à organização.
