Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Empresa se manifesta sobre funcionários torturados e mortos pelo CV. Ouça áudio

O trio foi torturado e morto a tiros na noite da última terça-feira (16/12). Eles se preparavam para realizar um serviço em Salvador (BA)

18/12/2025 10:44, atualizado 18/12/2025 10:48
Reprodução/Facebook
Empresa se manifesta sobre funcionários torturados e mortos pelo CV

A empresa Planet Internet, onde trabalhavam os três homens torturados e mortos em Salvador (BA) por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), na última terça-feira (16/12), se manifestou sobre o áudio que circula na internet, no qual uma pessoa não identificada afirma que o chefe do trio teria recebido vídeos da tortura e se negado a pagar a quantia exigida pelos criminosos.

Em nota publicada em seu perfil oficial, a empresa afirmou que, em nenhum momento, recebeu qualquer pedido de resgate ou de pagamento para que suas equipes tivessem acesso à localidade onde o crime ocorreu.

“A Planet Internet acrescenta que segue colaborando com as investigações junto às autoridades competentes”, informou a empresa, destacando ainda que vem prestando todo o apoio necessário às famílias dos funcionários.
Empresa se manifesta sobre funcionários torturados e mortos pelo CV - destaque galeria
A nota foi publicada no Instagram da empresa
1 de 1

A nota foi publicada no Instagram da empresa

Reprodução/Instagram

O crime brutal

De acordo com a Polícia Civil da Bahia (PCBA), as vítimas são Ricardo Antônio da Silva Souza, de 44 anos, Jackson Santos Macedo, de 41, e Patrick Vinícius dos Santos Horta, de 28.

Os três foram surpreendidos enquanto se preparavam para realizar um serviço na região. Antes de serem mortos a tiros, eles foram torturados. Os corpos foram encontrados com mãos e pés amarrados.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro

O áudio

A gravação, refutada pela empresa, viralizou nas redes sociais. No áudio, uma pessoa com a voz adulterada para não ter a identidade reconhecida afirma que o chefe do grupo teria atendido a uma chamada de vídeo e visto o momento em que as vítimas tiveram unhas e línguas arrancadas.

“Fizeram chamada de vídeo para ele mostrando o que estava acontecendo, pedindo um valor para poder liberar, e ele não pagou. Disse que não ia baixar a cabeça para facção”, afirma o autor do áudio.

“O pior é que não foi uma quantia alta. Foram R$ 8 mil por três funcionários que estavam sofrendo, sendo torturados. O cara vendo tudo por chamada de vídeo e, mesmo assim, não quis pagar. O mundo está perdido”, completa.