Mirelle Pinheiro

Do tapete vermelho à fuga: quem é o policial “Bonitão” preso nos EUA

Preso nesta sexta (24/4), ele passará por audiência de custódia na Justiça americana, que avaliará as medidas cabíveis

atualizado

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Luciano de Lima Fagundes Pinheiro
1 de 1 Luciano de Lima Fagundes Pinheiro - Foto: Reprodução/Web

O policial penal preso na manhã desta sexta-feira (24/4), em Orlando, nos Estados Unidos (EUA), após ser considerado foragido do Brasil na Operação Anomalia, da Polícia Federal (PF), é Luciano de Lima Fagundes Pinheiro (foto em destaque). Além de ocupar cargos públicos, o homem já atuou como segurança de jogadores de futebol.

Ele é suspeito de integrar um núcleo criminoso investigado por negociar vantagens indevidas e vender influência para beneficiar os interesses de um traficante internacional de drogas.

Conhecido pelo apelido de “Bonitão”, Pinheiro era procurado desde março e tinha o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

O policial já atuou como segurança de jogadores de futebol brasileiros que jogavam na Rússia e, atualmente, é lotado na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Antes disso, ele já trabalhou em outras pastas da administração pública estadual e federal.

Prisão anterior

Esta não é a primeira vez que Pinheiro é algemado. Ele já foi preso em 2014, quando foi apontado como informante do traficante Marcelo das Dores, o Menor P.

À época, a polícia apurou que “Bonitão” atuava como uma espécie de elo entre Menor P e Antonio Bonfim Lopes, o Nem, conhecido como ex-chefe do tráfico na Rocinha.

Ele foi condenado, cumpriu pena, mas obteve na Justiça o direito à reabilitação criminal.

Ligado ao “Faraó dos Bitcoins”

O policial penal também já figurou em investigações ligadas a Glaidson Acácio, o “Faraó dos Bitcoins”.

Em agosto de 2021, Glaidson Acácio teria recebido a visita de quatro pessoas no presídio, sendo que uma delas se identificou como Luciano e apresentou um número de matrícula já desativado.

Mais tarde, foi descoberto que se tratava do policial penal. Apesar disso, ele teria negado a visita.

O nome de Luciano Pinheiro também repercutiu quando, depois de condenado e já solto, ele foi nomeado na Assembleia Legislativa do Rio pelo então presidente André Ceciliano (PT).

Mais tarde, foi para o gabinete do deputado Dr. Luizinho (PP), onde permaneceu até fevereiro de 2025.

Venda de vantagens indevidas

A operação Anomalia integra a Força-Tarefa Missão Redentor II e tem como objetivo cumprir mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações miram um núcleo criminoso suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para beneficiar os interesses de um traficante internacional de drogas.

Segundo as autoridades, o policial penal preso deverá passar por audiência de custódia na Justiça americana, que avaliará as medidas cabíveis, incluindo a possível deportação para o Brasil, onde é considerado foragido.

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