
Mirelle PinheiroColunas

Deputado que esculhambou garota de programa já defendeu prostitutas
Em entrevista em um podcast, o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) afirmou que “maridos procuram na rua o que não acham em casa”
atualizado
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Esta não é a primeira vez que o nome do deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) (foto em destaque) aparece em uma polêmica. O parlamentar, que se envolveu em um barraco com uma garota de programa na noite dessa quarta-feira (25/3), no Lago Sul, área nobre da capital federal, já havia aparecido em confusões anteriormente.
Conforme noticiou o Metrópoles, em abril de 2024, Alves apareceu em um vídeo que circula nas redes sociais agredindo o empresário e administrador de páginas com conteúdo de Foz de Iguaçu Darlon Dutra.
À época, Darlon teria sido ameaçado e recebeu um soco do deputado. O vídeo das agressões foi publicado por Dutra nas redes sociais dele.
Quando o caso foi noticiado, o deputado publicou uma nota em que afirmava que as informações indicavam que o episódio teria sido “uma armação deliberada, planejada por indivíduos que possuiam um histórico de perseguição”.
No texto, ele ainda disse que foi cercado por quatro homens e se colocou em estado de alerta.
Encontro com garota de programa
Um mês antes do episódio de agressão, Alves teria participado de uma entrevista ao canal do You Tube “Tempo de Qualidade”, onde narrou um encontro que teve em um motel com uma jovem argentina. No relato, ele afirmou que ouviu a história da universitária e, comovido, pagou pelo programa apenas para ajudá-la, sem que tivessem mantido relações sexuais.
Durante a entrevista, ele também defendeu o trabalho das profissionais do sexo. “A prostituição não é crime, mas o crime é quem se aproveita disso. E quem nunca pecou? Para Deus não tem pecadinho nem pecadão. Eu nunca falei mal das prostitutas, porque prostituta cobra. Tem mulher que você leva para a sua casa e pega o seu marido, e você nem sabe, e de graça.”
O deputado continuou: “Ela nunca vai entrar na tua casa e tomar teu marido. Teu marido é que vai procurar na rua o que não acha em casa”.
Mais polêmicas
Em 2025, veio à tona que um assessor lotado em seu gabinete na Câmara dos Deputados possuía um mandado de prisão em aberto e ainda assim continuava exercendo normalmente as funções no Congresso. O caso foi revelado após um cruzamento de dados entre a lista de servidores comissionados da Câmara e o Banco Nacional de Mandados de Prisão.
Outro episódio que gerou repercussão aconteceu durante a votação da reforma tributária na Câmara, em 2023. Na ocasião, Luciano Alves decidiu ler em plenário o nome de 20 deputados do PL que votaram a favor da proposta, contrariando a orientação do próprio partido. A atitude provocou tumulto entre os parlamentares e gerou reações no plenário, com deputados sendo chamados de “comunistas” durante a sessão.
A confusão mais recente
O último barraco ocorreu na noite dessa quarta (25/3), quando, por volta das 23h30, o parlamentar, que estava em um restaurante, abordou a mulher e, em seguida, entrou no carro dela para negociar o programa.
Durante a negociação, houve divergência sobre o valor cobrado. A mulher teria pedido R$ 1 mil, enquanto o deputado se recusava a pagar e afirmava outro valor.
A discussão rapidamente escalou. Em meio ao bate-boca, o parlamentar reagiu com agressividade: “Vai se foder, R$ 3 mil?”.
De acordo com a testemunha, o deputado teria dado tapas na mulher durante a confusão.
Assessora também se envolveu
Durante a confusão, a assessora do parlamentar também se exaltou.
A mulher ofendeu a garota de programa e ordenou que ela deixasse o local. Segundo relatos de uma testemunha, ela ainda jogou um copo de cerveja na vítima e passou a ofendê-la.
“Ela é uma mulambeira, não vale nada e fica te provocando?”, disse Letícia, segundo a gravação feita, à qual a coluna teve acesso em primeira mão. Em outro momento, ordenou: “Cala a boca e vai embora”.
Ainda durante o desentendimento, o deputado afirmou: “Eu não posso bater em mulher, mas é mulher com mulher aí”. Por fim, a assessora disse: “Luciano, você vai perder tempo com puta? De buceta laceada?”.
Procurada pela coluna, a PMDF afirmou que a vítima relatou que, durante um jantar, o parlamentar, que estava em uma mesa próxima, proferiu ofensas e xingamentos direcionados a ela e seus acompanhantes, sendo que testemunhas e funcionários do local confirmaram a existência do atrito verbal e o teor das ofensas.
Após a mulher demonstrar interesse em representar criminalmente pelo crime de injúria, as equipes policiais realizaram a condução de todos os envolvidos à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central).
