Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Delegado desviou cocaína para grupo ultraviolento ligado ao PCC, diz PF

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul é investigado por desviar e vender duas toneladas de cocaína, avaliadas em R$ 15 milhões

Divulgação/PF
Delegado desviou cocaína para grupo ultraviolento ligado ao PCC, diz PF

Um delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), cuja identidade não foi revelada, é, segundo a Polícia Federal (PF), um dos servidores das forças de segurança que apoiavam o grupo ultraviolento ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC), alvo de operação nesta quarta-feira (4/11).

Alvo da ação policial batizada de Ifrit, ele é suspeito de usar o cargo para desviar drogas apreendidas em ocorrências policiais e repassá-las aos criminosos. O delegado figura no centro de uma investigação que apura o desvio de duas toneladas de cocaína apreendidas, avaliadas em aproximadamente R$ 15 milhões.

De acordo com os levantamentos feitos pela corporação, a droga desviada era substituída por cocaína adulterada antes de ser encaminhada para destruição. O grupo então ficava com o entorpecente original, que era comercializado internacionalmente.

Há indícios de que a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro

À frente da engrenagem criminosa estaria uma família, composta por três irmãs, seus filhos e outros parentes.

Segundo as investigações, a organização utilizava armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais.

A PF apontou que o grupo atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros.

As investigações identificaram que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente à Espanha e a Portugal.

A operação

Ao todo, foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além de três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.