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Mirelle Pinheiro

Defesa sobre saúde de Oruam: "Se alimenta de música e poesia"

O rapper, que está foragido desde fevereiro deste ano, apresentou quadro de tuberculose em junho

22/07/2026 12:38
Instagram/Reprodução
STJ revoga habeas corpus de Oruam e pede a prisão do rapper. Entenda - Metrópoles

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam (foto em destaque) — que está foragido desde fevereiro — segue em tratamento contra a tuberculose diagnosticada em junho deste ano. A informação foi confirmada à coluna pelo advogado do artista, que afirmou que ele está sendo acompanhado por médicos e familiares.

“Oruam está sendo cuidado pelos médicos e familiares. Ele se alimenta de música e poesia, e vencerá”, disse o advogado.

Em junho, a defesa havia apresentado um pedido de revogação da prisão preventiva ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). No documento, os advogados alevagam que Oruam enfrente um “quadro de saúde gravíssimo” em razão da tuberculose.

Segundo a petição, o artista perdeu cerca de 5 kg, apresenta tosse crônica e lesões nos tecidos pulmonares. A defesa também informou que ele desenvolveu sarcopenia, condição caracterizada pela perda gradual de massa muscular e de força física.

Apesar dos argumentos, a juíza Tula Corrêa de Mello negou o pedido de revogação da prisão preventiva. Na decisão, a magistrada destacou que o rapper descumpriu as medidas cautelares impostas anteriormente e permanece sem se apresentar às autoridades judiciais.

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Oruam é considerado foragido desde 3 de fevereiro. O mandado de prisão foi expedido no processo em que ele responde por tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais civis.

Relembre o caso

A ação penal tem origem em uma ocorrência registrada em 21 de julho de 2025, quando policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram à antiga residência do cantor, no Joá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado.

De acordo com a investigação, o jovem conseguiu fugir após ser colocado em uma viatura descaracterizada enquanto Oruam e outras pessoas teriam arremessado pedras contra o veículo. Vídeos gravados durante a confusão foram incorporados ao inquérito policial e embasaram o pedido de prisão do rapper.

Três dias após o episódio, Oruam se entregou à polícia e permaneceu preso por cerca de 50 dias no Complexo de Gericinó, em Bangu (RJ). Posteriormente, a prisão foi substituída por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a Justiça, o artista descumpriu as determinações judiciais ao romper o monitoramento eletrônico, o que motivou a decretação de uma nova prisão preventiva.