
Mirelle PinheiroColunas

Decisão judicial reforça versão da polícia contra acusações de Oruam
Para a polícia, Oruam teria vínculos com integrantes do Comando Vermelho e atuaria como financiador e promotor da chamada narcocultura
atualizado
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O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno (foto em destaque), conhecido como Oruam, teve a prisão preventiva mantida, nesta quinta-feira (11/9), pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão, que negou habeas corpus apresentado pela defesa, fortalece a versão apresentada pela Polícia Civil e enfraquece a tese do músico de que estaria sendo alvo de perseguição por parte do delegado responsável pela investigação.
Oruam e seus advogados sustentam que o artista foi vítima de abusos durante a operação que resultou em sua prisão, ocorrida na Zona Oeste do Rio.
Eles apontam contradições nos depoimentos policiais, questionam perícias inconclusivas e afirmam que vídeos da noite da diligência mostrariam o delegado Moysés Santana Gomes agredindo um dos presentes.
A defesa argumenta que o episódio seria prova de uma perseguição pessoal ao cantor, agravada pelo histórico de seu pai, Marcinho VP, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV).
A Polícia Civil nega qualquer perseguição e afirmou à coluna que Oruam responde a investigações sólidas, baseadas em fatos concretos já acolhidos pela Justiça e pelo Ministério Público. Em nota, a corporação reforçou que a equipe foi alvo de pedradas antes da reação do delegado e que o vídeo divulgado pela defesa omite esse contexto.
“O material foi claramente manipulado para inverter a narrativa. O delegado conteve um dos envolvidos que retirava uma pedra para lançar, após policiais e a viatura já terem sido atingidos”, respondeu a instituição.
Segundo a corporação, não havia como abandonar o local após a apreensão do adolescente que motivou a diligência. Conhecido como Menor Piu, o rapaz é apontado como um dos maiores ladrões de veículos do estado e segurança de uma liderança do Comando Vermelho.
“A permanência da equipe era necessária para proteger o preso, a viatura e os próprios agentes em meio aos ataques violentos”, explicou a polícia.
Ainda de acordo com a investigação, Oruam teria vínculos com integrantes do Comando Vermelho e atuaria como financiador e promotor da chamada narcocultura, reforçando a imagem pública de criminosos e dando suporte logístico a foragidos.















