Mirelle Pinheiro

De Gisele a Juliette: bando usa deepfake em golpe de R$ 20 milhões

A quadrilha, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 20 milhões e mantinha uma verdadeira “universidade do crime digital”

atualizado

metropoles.com

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Gisele Bündchen posa para campanha de uma marca de roupas - Metrópoles
1 de 1 Gisele Bündchen posa para campanha de uma marca de roupas - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta quarta-feira (1º/10), a Operação Modo Selva para desmantelar um sofisticado esquema de fraudes eletrônicas que utilizava deepfakes de celebridades, incluindo a modelo Gisele Bündchen, para aplicar golpes em todo o país.

A quadrilha, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 20 milhões e mantinha uma verdadeira “universidade do crime digital”, onde ensinava técnicas de estelionato online.

A Justiça expediu 26 mandados judiciais, sendo sete de prisão e nove de busca e apreensão, em RS, Santa Catarina (SC), São Paulo (SP), Pernambuco (PE) e Bahia (BA). Além disso, determinou o bloqueio de até R$ 210 milhões em ativos. Até a última atualização, quatro pessoas já estavam presas.

Deepfakes para enganar vítimas

De acordo com a polícia, os criminosos usavam inteligência artificial para criar vídeos falsos em que celebridades apareciam recomendando produtos inexistentes.

O golpe que deu início às apurações envolvia um vídeo em que Gisele Bündchen “apresentava” um kit antirrugas grátis, induzindo vítimas a pagar taxas de frete.

Outros famosos também tiveram suas imagens utilizadas, como Angélica Huck, Juliette, Maísa e Sabrina Sato. As deepfakes eram divulgadas em perfis falsos nas redes sociais e direcionavam os interessados para sites fraudulentos.

“Universidade do crime digital”

Segundo a investigação, o esquema era comandado por Levi Andrade da Silva Luz, apontado como mentor e responsável por administrar uma rede de instrução de golpes.

No Instagram, Levi promovia seu perfil com o slogan “te ensino a pensar como predador digital”, oferecendo mentoria para formar golpistas virtuais.

A polícia identificou ainda a participação da influenciadora Lais Rodrigues Moreira, conhecida como “Japa”, com mais de 110 mil seguidores. Ela funcionava como “multiplicadora” do alcance criminoso, impulsionando conteúdos fraudulentos e até promovendo jogos de azar ilegais.

Levi e Lais foram presos durante o cumprimento dos mandados em São Paulo. As investigações seguem para identificar todos os envolvidos.

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