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Mirelle Pinheiro

CV convoca moradores para as ruas durante zona de guerra no Rio. Veja vídeo

As mensagens, atribuídas ao CV e disseminadas em grupos da facção, pediam que moradores saíssem de casa para gravar vídeos da operação

atualizado

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Reprodução/Internet
Comunicados do Comando Vermelho
1 de 1 Comunicados do Comando Vermelho - Foto: Reprodução/Internet

A megaoperação deflagrada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha, na manhã desta terça-feira (28/10), expôs uma reação do Comando Vermelho (CV). Enquanto 2,5 mil policiais civis e militares avançavam contra chefes do tráfico, lideranças da facção passaram a circular comunicados exigindo que moradores e mototaxistas fossem às ruas para resistir à ação.

As mensagens, atribuídas ao CV e disseminadas em grupos da facção, pediam que moradores saíssem de casa para gravar vídeos da operação e tentassem impedir o cerco policial.

Os textos citavam risco de chacina e conclamavam que motociclistas bloqueassem vias importantes, como as linhas Amarela e Brasil, com o objetivo de criar rotas de fuga para os traficantes.

CV convoca moradores para as ruas durante zona de guerra no Rio - destaque galeria
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Fogo e chamas intensas foram vistos nas comunidades
Os criminosos colocaram fogo nas barricadas
Operador financeiro de Doca, um dos líderes do CV, é preso no Rio
Megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha
Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais
A comunidade foi acordada com os disparos
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A comunidade foi acordada com os disparos

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Fogo e chamas intensas foram vistos nas comunidades
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Fogo e chamas intensas foram vistos nas comunidades

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Os criminosos colocaram fogo nas barricadas
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Os criminosos colocaram fogo nas barricadas

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Operador financeiro de Doca, um dos líderes do CV, é preso no Rio
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Operador financeiro de Doca, um dos líderes do CV, é preso no Rio

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Megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha
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Megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha

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Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais
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Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais

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Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais
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Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais

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Mansão de traficante do CV preso em megaoperação tinha quadro do Oruam
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Mansão de traficante do CV preso em megaoperação tinha quadro do Oruam

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CV ataca polícia com drones e bombas em megaoperação no Alemão
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CV ataca polícia com drones e bombas em megaoperação no Alemão

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Zona de guerra

O confronto começou ainda na madrugada, com disparos que acordaram moradores. Ao longo do dia, criminosos ergueram barricadas, incendiaram acessos às comunidades e lançaram artefatos explosivos por drones contra equipes da Core, tropa de elite da Polícia Civil.

As ruas se transformaram em corredores de fumaça, em cenas que puderam ser vistas de vários bairros da Zona Norte. Por questões de segurança, dezenas de escolas e postos de saúde não funcionaram.


Até o último balanço, a operação havia resultado em 81 prisões e 22 mortes. Entre os mortos, dois policiais civis: Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, o Máskara, chefe da 53ª DP, e Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP.

Ambos foram atingidos em pontos distintos da ação, que tenta frear a expansão territorial do Comando Vermelho no estado e capturar líderes que ordenam ataques em diversas regiões do Rio.


Durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), o governador Cláudio Castro classificou a iniciativa como a maior já realizada no estado.

Segundo ele, a estratégia priorizou áreas de mata para tentar reduzir riscos à população civil. Castro afirmou que o objetivo é romper com o domínio territorial da facção, que mantém bases no conjunto de 26 comunidades abrangidas pelos complexos do Alemão e da Penha.

No momento da coletiva, o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, recebeu a confirmação da prisão de Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como “Belão do Quitungo”, apontado como braço direito de Edgard Alves de Andrade, o Doca, uma das principais lideranças do CV. Belão teria atuação direta na coordenação da distribuição de armas e drogas e na execução de rivais.

A investigação que embasa os mandados foi conduzida pelo Gaeco, do Ministério Público do Rio. Os promotores afirmam que o Complexo da Penha se tornou um ponto estratégico para rotas do tráfico, com rápida conexão a vias expressas e facilidade para envio de armamento a outras áreas da capital e também a estados vizinhos.

As ações devem continuar pelos próximos dias. As forças de segurança mantêm o monitoramento das rotas de fuga e investigam o teor das mensagens disseminadas pela facção para identificar autores e articuladores do chamamento público contra o avanço policial.

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