
Mirelle PinheiroColunas

Criminosos são presos em fábrica estruturada de documentos falsos
A dupla foi presa em flagrante, nessa quarta (22/10), no imóvel utilizado para a fabricação de identidades, comprovantes e outros documentos
atualizado
Compartilhar notícia

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) desmontou, nesta quarta-feira (22/10), uma gráfica clandestina que funcionava como centro de produção de documentos falsos em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
As investigações revelaram que o principal alvo dos criminosos eram idosos e pensionistas. No local, dois homens foram presos em flagrante por estelionato e falsificação de documentos públicos.
Os suspeitos foram surpreendidos quando estavam em plena atividade dentro do imóvel. O local era utilizado para a fabricação de carteiras de identidade, comprovantes e outros documentos adulterados. Na ação, a polícia apreendeu impressoras, computadores, papéis de segurança, selos e matrizes utilizados nas falsificações.
Um dos presos já havia sido condenado a 21 anos de prisão em uma operação da Polícia Federal, em 2022, sobre fraudes milionárias contra idosos pensionistas do INSS. Ele estava em prisão domiciliar e usou disso para continuar cometendo os delitos.
Segundo a PCERJ, o criminoso é irmão de uma das lideranças de uma facção criminosa que atua na região, o que reforça a suspeita de que o esquema poderia ter ligações com o crime organizado interestadual. O segundo capturado possui 14 anotações criminais por estelionatos e falsificações documentais.
As investigações continuam para apurar o alcance da atuação da dupla e possíveis vínculos com organizações criminosas, bem como identificar os destinatários dos documentos falsificados.
A operação
A ação é parte do “Dia D” da “Operação Virtude”, uma iniciativa nacional de combate à violência contra idosos, que ocorre ao longo do mês de outubro. No Rio de Janeiro, as ações são coordenadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), com atuação da Polícia Civil por meio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Deapti.
