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Mirelle Pinheiro

Conheça a "Dama do tráfico", esposa de chefe do CV, presa pela polícia

Ela foi localizada pela Polícia Civil do Amazonas nesta quarta-feira (28/5) após cinco meses foragida

28/05/2025 16:47
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Reprodução/ Redes sociais
Luciane Barbosa Farias, a Dama do Tráfico amazonense

Presa nesta quarta-feira (28/5) após cinco meses foragida, Luciane Barbosa Farias (foto em destaque) é a “Dama do Tráfico” esposa de Clemilson dos Santos Farias, o chefe do Comando Vermelho (CV) no Amazonas, conhecido como “Tio Patinhas“.

Segundo o Ministério Público do Amazonas, a mulher atuava como braço financeiro do CV no estado. Ela era responsável por ocultar, empregar e lavar valores oriundos da máquina criminosa do tráfico de drogas.

O órgão a descreve como comparsa dos crimes do tráfico e afirma que ela demonstra inteligência financeira na organização.

“Tio Patinhas”, esposo de Luciane, está preso desde 2022 por ser o mandante de vários homicídios em Manaus.

Visitas a órgãos públicos

No fim de 2023, o nome de Luciane foi amplamente divulgado na mídia após participar de reuniões com secretários do Ministério da Justiça.

À época, ela se apresentava como presidente do Instituto Liberdade do Amazonas (ILA), uma Organização Não Governamental (ONG) que atua em defesa dos direitos humanos e fundamentais de presos. Nas redes sociais, ela se dizia estudante de direito e ativista dos direitos humanos.

Os mandados de prisão cumpridos nessa quarta (28) haviam sido expedidos em janeiro deste ano pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A coluna apurou que a esposa do chefe do CV foi presa em uma residência localizada na Zona Norte de Manaus (AM) e encaminhada para a sede da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações.

Segundo o promotor de Justiça Edinaldo de Aquino Medeiros, Luciane também visitou, em 2023, o Conselho Nacional de Justiça, bem como ao Legislativo Federal e, ainda, à repartição das Organizações das Nações Unidas.

As visitas foram custeadas pelo governo federal. Segundo dados do painel de viagem do governo, as passagens de ida e volta de Luciane custaram R$ 4.861,22. Já o valor das diárias foi de R$ 1.047,85.

Conforme noticiado pelo Metrópoles à época, os passeios de Luciane por Brasília, que ganhou o apelido de Dama do Tráfico, se transformaram em uma crise para o governo Lula. Ela chegou a se reunir com dois secretários do Ministério da Justiça em maio. As reuniões foram reveladas pelo Estadão.

Embora Luciane não fosse denunciada e condenada na época, ela já era investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Amazonas pelo menos desde 2019.

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Luciane Barbosa Farias, a Dama do Tráfico amazonense
Luciane já foi condenada a 10 anos por associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro
Luciane e Natividade em evento em Brasília
Luciane já foi condenada a 10 anos por associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro
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Luciane já foi condenada a 10 anos por associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro

Instagram / Reprodução
Luciane Barbosa Farias, a Dama do Tráfico amazonense
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Luciane Barbosa Farias, a Dama do Tráfico amazonense

Reprodução
Luciane já foi condenada a 10 anos por associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro
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Luciane já foi condenada a 10 anos por associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro

Arquivo obtido pelo Estadão
Luciane e Natividade em evento em Brasília
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Luciane e Natividade em evento em Brasília

Reprodução/ Facebook

Indenização

Em janeiro deste ano, a coluna Tácio Lorran revelou Que Luciane Farias ganhou na Justiça indenização de R$ 200 mil em razão da morte da mãe durante o auge da pandemia da Covid-19.

Outros três irmãos dela também serão indenizados pelo mesmo valor, em um total de R$ 800 mil.

A família pleiteou a indenização por danos morais pois a mãe morreu de Covid-19 em janeiro de 2021, durante a crise do oxigênio em Manaus. Segundo os parentes, a mulher foi internada com insuficiência respiratória no hospital e precisava de oxigênio para sobreviver. Naquele período, o sistema de saúde do estado havia colapsado e faltavaM insumos básicos nos hospitais.