Concurso para delegado: candidato com nanismo tem recurso negado
O resultado, que foi divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), manteve o candidato na condição de inapto

O candidato Matheus Menezes Matos (foto em destaque), de 25 anos, teve negado o recurso administrativo apresentado após ser reprovado nos exames biofísicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
O resultado definitivo foi divulgado nessa terça-feira (16/6) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora do certame, que manteve o candidato na condição de “inapto sub judice PcD”.
O caso ganhou repercussão após Matheus, que tem nanismo, denunciar suposta discriminação durante o Teste de Aptidão Física (TAF). Segundo ele, um dos testes exigia um salto mínimo de 1,65 metro na prova de impulsão horizontal, critério que ele considerava incompatível com suas características físicas.
Na ocasião, o candidato informou que solicitou adaptações razoáveis à banca organizadora e apresentou laudos médicos que comprovavam sua condição, mas o pedido não teria sido atendido.
Após ser eliminado, Matheus recorreu à Justiça. Em março deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes anulou a reprovação anterior e determinou a reaplicação do exame biofísico com adaptações voltadas a candidatos com deficiência.
Em cumprimento à decisão judicial, a FGV realizou uma nova avaliação, seguindo integralmente as determinações da Justiça. Mesmo após refazer os testes, Matheus voltou a ser considerado inapto.
Após isso, o advogado apresentou recurso administrativo, que foi analisado e rejeitado pela organizadora do concurso. A reprovação, no entanto, foi mantida no resultado definitivo divulgado nesta semana.
Antes do teste físico, Matheus havia sido aprovado nas etapas objetiva, discursiva e oral do concurso, além dos exames biomédicos.




