“Não vamos descansar”: irmã de ciclista morto a pauladas cobra justiça.
Segundo a família de Cláudio Rafael, o segurança de um restaurante suspeitou que a bicicleta da vítima fosse roubada. Ele foi linchado

Fabiana Motta Landeiro, irmã de Cláudio Rafael Landeiro (foto em destaque), homem morto a pauladas em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ), na noite de terça-feira (12/8), usou as redes sociais para cobrar esclarecimentos sobre a morte da vítima. Segundo a família, Cláudio teria sido morto por engano, após ser confundido com um ladrão.
Em um vídeo, a mulher afirmou que Cláudio foi brutalmente assassinado e cobrou esclarecimentos da delegacia responsável pelo caso.
Ela afirmou que o segurança envolvido no caso nega ter participado da agressão que culminou na morte da vítima, mas teria confessado ter abordado Cláudio pouco antes, após desconfiar da origem da bicicleta.
“Minha mãe e minha irmã compareceram à delegacia para prestar depoimento, junto ao segurança, que foi liberado pela porta da frente. Ele deu entrevistas em frente à DP. Queremos esclarecimentos por parte da Polícia Civil e de todas as autoridades, além da empresa da qual ele se intitula segurança”, disse.
Ela declarou, ainda, que a família não vai descansar enquanto o crime não for esclarecido. “A gente quer esclarecimentos. A gente não vai parar, não vai descansar. Pedimos a colaboração de todos que tiverem alguma informação”, finalizou.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO caso
Testemunhas contaram à polícia que Cláudio foi abordado por um segurança de um restaurante, após ele suspeitar que a bicicleta em que a vítima estava fosse roubada. A família afirma, no entanto, que o veículo pertencia a uma irmã de Cláudio.
As informações repassadas à polícia indicam que, em seguida, três entregadores teriam chegado ao local e levado Cláudio para a Rua Felipe de Oliveira, onde ele teria sido linchado.
Cláudio chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas morreu na unidade de saúde.
Em nota, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que a 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) investiga o caso.





