Mirelle Pinheiro

Caso da mala: publicitário quis tirar dinheiro da namorada morta

Os investigadores verificaram que o homem utilizou cartões da mulher para realizar transferências bancárias

atualizado

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Divulgação/TJRS
Caso da mala: Ricardo Jardim
1 de 1 Caso da mala: Ricardo Jardim - Foto: Divulgação/TJRS

Documentos e comprovantes de transações entre Brasília Costa, 65 anos, e Ricardo Jardim, 66 anos, dão força à linha de investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) de que ele buscava se apropriar dos bens e cartões da companheira. A mulher foi morta, esquartejada e teve partes do seu corpo espalhadas pelo homem por Porto Alegre.

Segundo a polícia, o crime teria ocorrido em 9 de agosto. No dia 13, os primeiros restos mortais foram encontrados. Sete dias depois, Ricardo desafiou as forças de segurança e levou o tronco da mulher, escondido dentro de uma mala, à Estação Rodoviária da capital do RS.

Os funcionários do local descobriram a presença do corpo somente 12 dias depois, em decorrência do mau cheiro. Na última sexta-feira (5/9) 0 suspeito foi, finalmente, preso.

Até a publicação desta matéria, o crânio da vítima ainda não havia sido localizado. Diante das transações realizadas por Ricardi, a polícia trata o caso como feminicídio com motivação financeira.

Uma década antes de matar Brasília, o homem matou, esquartejou e concretou a própria mãe em um armário. Em 2018, ele foi condenado a 28 anos de prisão, mas progrediu para o regime semiaberto em 2024, mas deixou de se apresentar às autoridades e passou a ser considerado como foragido.

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O homem já havia sido condenado pelo assassinato da própria mãe
Ele foi descrito pela PCRS como "frio e inteligente"
Caso da mala: identificada mulher que foi esquartejada pelo namorado
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Caso da mala: identificada mulher que foi esquartejada pelo namorado

Reprodução/Câmeras de segurança
O homem já havia sido condenado pelo assassinato da própria mãe
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O homem já havia sido condenado pelo assassinato da própria mãe

Arquivo pessoal
Ele foi descrito pela PCRS como "frio e inteligente"
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Ele foi descrito pela PCRS como "frio e inteligente"

Divulgação/TJRS

“Chocar o país”

Para os investigadores, ele não apenas planejou o feminicídio, mas também quis afrontar o estado e causar impacto público, escolhendo locais estratégicos e deixando pistas falsas para confundir a apuração.

De acordo com o delegado Mário Souza, o suspeito é “um homem frio, educado e de inteligência acima da média”.

Mesmo tomando precauções para não ser identificado – como uso de máscara, luvas, óculos e boné –, ele se expôs em locais monitorados por câmeras. “Ele quis aparecer. Quis chocar a sociedade, como se estivesse um passo à frente da polícia”, explicou o delegado.

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