
Mirelle PinheiroColunas

Caixa Tem: PF prende suspeitos de desviar FGTS e seguro-desemprego
De acordo com as investigações, o grupo cooptava funcionários da Caixa Econômica Federal e de casas lotéricas
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/9), a segunda fase da Operação Farra Brasil 14, que investiga fraudes milionárias cometidas por meio do aplicativo Caixa Tem, usado para pagamento de benefícios sociais, FGTS e seguro-desemprego.
A ação foi realizada nas cidades de Niterói, São Gonçalo e Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Seis mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra integrantes da organização criminosa apontada como responsável pelo esquema.
De acordo com as investigações, o grupo cooptava funcionários da Caixa Econômica Federal e de casas lotéricas. Mediante propina, esses empregados facilitavam o acesso ilegal a contas sociais de terceiros no Caixa Tem. Em um dos casos, um funcionário chegou a receber mais de R$ 300 mil em transferências dos criminosos.
A maioria das vítimas era beneficiária de programas sociais do governo federal, mas o golpe também atingiu recursos do FGTS e do seguro-desemprego.
Dados da Coordenação de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas da PF indicam que, desde a criação do Caixa Tem, em abril de 2020, já foram abertas cerca de 749 mil contestações de fraudes. A Caixa afirma ter ressarcido mais de R$ 2 bilhões.
Na primeira fase da operação, deflagrada em abril deste ano, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e impostas medidas cautelares a 16 investigados. Segundo a PF, mesmo após as medidas, o grupo continuou praticando as fraudes, o que levou à expedição dos novos mandados de prisão.
Os investigados responderão por organização criminosa, furto qualificado, corrupção ativa e passiva e inserção de dados falsos em sistemas de informação.
