Mirelle Pinheiro

Áudios revelam plano de ataques terroristas no centro do Rio

As ações estavam previstas para ocorrer em Brasília (DF), Rio de Janeiro e São Paulo (SP). Três pessoas foram presas nesta segunda (2/2)

atualizado

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atentado terrorista
1 de 1 atentado terrorista - Foto: PCERJ/Divulgação

A coluna teve acesso a gravações de áudio compartilhadas entre o grupo “Geração Z”, alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Os integrantes planejavam um ataque terrorista em Brasília (DF), Rio de Janeiro e São Paulo (SP).

Nos áudios, um homem aparentemente convida outra pessoa para se juntar ao grupo que, segundo ele, é composto por cinco pessoas: “A gente vai fazer uns ataques para chamar a atenção”, diz.

Em outro trecho, ele diz que está tudo certo, e que a “missão” — como se refere ao ataque terrorista. “A gente vai fazer essa missão antes do dia 2, tá ligado?”, informa.

O homem ainda questiona a pessoa com quem conversa se ela é do Rio de Janeiro. “Relaxa, você vai entender o que a gente ‘tá’ querendo fazer, entendeu? Só quero saber se tu ‘tá’ disposto a fazer. Vai ser seguro, cara. A gente já ‘tá’ planejando o que a gente vai fazer”.
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Entre os materiais identificados estavam orientações para montagem de coquetéis molotov e de bombas caseiras contendo objetos como pregos e bolas de gude
Os alvos da operação são investigados por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefatos explosivos ou incendiários
Três pessoas foram presas
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta segunda-feira (2/1), uma operação que impediu a realização dos ataques
A operação cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital, na Região Metropolitana e no interior do estado
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Os alvos da operação são investigados por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefatos explosivos ou incendiários
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Os alvos da operação são investigados por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefatos explosivos ou incendiários

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta segunda-feira (2/1), uma operação que impediu a realização dos ataques
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta segunda-feira (2/1), uma operação que impediu a realização dos ataques

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A operação

A ação, deflagrada nesta segunda (2) e batizada de Operação Break Chain, foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e resultou, até o momento, na prisão de três pessoas.

Segundo a polícia, os investigados planejavam manifestações antidemocráticas com emprego de bombas caseiras e coquetéis molotov.

No Rio, o alvo seria a área em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da cidade. Os atos estavam previstos para ocorrer às 14h desta segunda (2).

A investigação começou após a DRCI identificar grupos de mensagens e perfis em redes sociais criados para organizar protestos simultâneos em diferentes estados do país.

Investigações

A Polícia Civil verificou que, embora se apresentassem como movimentos apartidários e anticorrupção, os integrantes promoviam discursos de radicalização e incentivavam ações violentas.

Inicialmente, a operação previa o cumprimento de medidas cautelares contra quatro pessoas. No entanto, novas informações obtidas ao longo da manhã levaram à identificação de outros 13 envolvidos, o que motivou a representação por mais mandados de busca e apreensão, posteriormente autorizados pela Justiça.

Os investigadores constataram que o grupo compartilhava instruções para a fabricação de artefatos incendiários improvisados.

Entre os materiais identificados estavam orientações para montagem de coquetéis molotov e de bombas caseiras contendo objetos como pregos e bolas de gude.

De acordo com a Polícia Civil, o conteúdo analisado apontava estímulo direto a ataques contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos.

A avaliação dos investigadores é de que as ações planejadas tinham potencial para causar pânico, desordem e risco à população.

Os alvos

Os investigados são suspeitos de incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefatos explosivos ou incendiários.

Segundo a polícia, todos tinham atuação ativa nos grupos monitorados e participavam do direcionamento das ações, incluindo a escolha de locais considerados sensíveis do ponto de vista institucional.

A operação cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital, na Região Metropolitana e no interior do estado. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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