Mirelle Pinheiro

Associação e madeireira são alvos por desmate na Flona de Brasília

O então chefe da Floresta Nacional também é alvo por supostamente facilitar o esquema

atualizado

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4 COP30 com redução de 55% no desmatamento, Pará leva resultado inédito
1 de 1 4 COP30 com redução de 55% no desmatamento, Pará leva resultado inédito - Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta sexta-feira (22/8), dois mandados de busca e apreensão em operação que investiga um esquema de exploração ilegal de madeira em terras públicas da Floresta Nacional de Brasília (Flona). A coluna apurou que a ação mira integrantes da Associação de Moradores do Núcleo Rural Capão da Onça (Ampruco), sócios da empresa Madeireira 3E e o ex-chefe da unidade de conservação, suspeitos de participação em um acordo ilícito para desvio de recursos florestais.

Segundo a apuração, o grupo teria se beneficiado da retirada clandestina de madeira pertencente à Proflora, empresa de economia mista responsável pelo maciço florestal da área, em processo de liquidação.

O objetivo da operação é coletar provas sobre o volume do material extraído, identificar o proveito econômico do esquema e responsabilizar os envolvidos.

A investigação aponta que a Ampruco e os sócios da Madeireira 3E atuavam em conluio para retirar madeira plantada de forma irregular da Flona, com anuência de servidores ligados à administração da área. O então chefe da Floresta Nacional é alvo por supostamente facilitar o esquema.

As penas para os crimes investigados – furto qualificado, corrupção, dano à unidade de conservação e exploração econômica irregular de floresta pública – podem chegar a 29 anos de prisão, além de multas e obrigações civis para reparação ambiental.

Histórico

A investigação ganhou força após um flagrante feito em 2021, quando um carregamento de madeira extraída da Flona foi registrado sendo transportado em plena luz do dia para uma madeireira particular instalada ao lado da unidade.

O caso foi levado ao Ministério Público do Distrito Federal e ao Ministério Público Federal, que apontaram indícios de extração ilegal em larga escala.

Criada há mais de 20 anos para proteger os mananciais do Rio Descoberto – responsável por 70% da água consumida no DF –, a Floresta Nacional de Brasília possui 9,3 mil hectares e é considerada área estratégica para a segurança hídrica da capital.

A exploração irregular ameaça o equilíbrio ambiental da região e coloca em risco os recursos naturais que abastecem milhões de pessoas.

A PF busca agora consolidar provas que possam comprovar o dano ambiental, o envolvimento dos investigados e o destino do lucro obtido com a atividade ilegal. Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, os responsáveis poderão ser condenados não apenas à prisão, mas também ao ressarcimento integral dos prejuízos causados ao patrimônio público e ambiental.

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