
Mirelle PinheiroColunas

Após explosão de aviões, polícia caça pilotos do narcotráfico. Veja vídeo
As aeronaves, todas com prefixo brasileiro, foram encontradas no domingo (15/2) na comunidade indígena Nova Galiléia
atualizado
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Enquanto três aeronaves usadas pelo narcotráfico foram localizadas e destruídas em uma pista clandestina na região amazônica do Peru, a polícia intensificou as investigações em torno dos pilotos responsáveis pelos voos, que conseguiram fugir antes da chegada das forças de segurança.
As aeronaves, todas com prefixo brasileiro, foram encontradas no domingo (15/2) na comunidade indígena Nova Galiléia, no distrito de Ramón Castilla, área importante da Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Segundo a Polícia Nacional do Peru, os aviões eram utilizados para transportar cocaína produzida em território peruano até o Brasil, em rotas aéreas clandestinas que partiam, sobretudo, dos estados do Pará e de Mato Grosso.
Apesar da destruição das aeronaves e da inutilização de dois laboratórios rústicos de produção de cocaína, os pilotos não foram capturados.
Tráfico internacional
Diferentemente de “mulas” e transportadores terrestres, pilotos envolvidos no narcotráfico montam um esquema logístico de risco dentro das organizações criminosas.
São profissionais especializados em voos de baixa altitude, navegação sem plano de voo, pousos em pistas improvisadas e travessias noturnas em áreas de floresta.
Esses pilotos costumam receber pagamentos elevados por viagem e operam em células fechadas, com alto nível de compartimentação para evitar a identificação de mandantes.
Rota consolidada
As investigações indicam que a região de Ramón Castilla vinha sendo usada como hub aéreo do tráfico, concentrando aeronaves, laboratórios e estrutura de apoio.
A cocaína era produzida localmente, armazenada e depois embarcada em voos clandestinos rumo ao Brasil, onde seguiria para grandes centros ou para portos de exportação.
Além dos aviões, um helicóptero usado no transporte de entorpecentes também foi apreendido durante a segunda fase da operação.
