Após ação civil do MPDFT, Virginia anuncia fim do contrato com a Blaze
Anúncio foi feito nesta sexta-feira (21/8), por meio das redes sociais

A influenciadora Virginia Fonseca anunciou, nesta sexta-feira (20/8), o fim de seu contrato com a plataforma de apostas Blaze. O anúncio ocorre após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) protocolar uma ação civil pública contra a influenciadora. O processo foi apresentado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) em julho.
Na ação, o MPDFT defende que a indenização por dano moral coletivo a ser paga pelos influenciadores que divulgavam a plataforma pode chegar a R$ 380 milhões. O cálculo foi feito com base no faturamento bruto da Blaze em 2025.
Conforme noticiou a coluna Grande Angular, segundo o órgão, Virginia e a Blaze “atuariam em um conluio predatório, onde a divisão de tarefas materializaria uma estratégia conjunta de captação de consumidores por meios ilícitos”.
A manifestação assinada pelo promotor Paulo Roberto Binicheski aponta que o MPDFT teve acesso ao balancete financeiro da Blaze referente ao período de janeiro a novembro de 2025. O documento registra faturamento bruto de aproximadamente R$ 1,9 bilhão no período, antes da incidência de impostos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroNo anúncio do fim da parceria, a agência VF Digital afirmou que “a decisão foi formalizada observando os termos aplicáveis à relação contratual, encerrando-se de forma regular”.
Cópia de contratos
Antes da ação civil pública, a 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) do MPDFT já havia aberto um inquérito para investigar as diretrizes de marketing adotadas pela plataforma de apostas on-line. A coluna noticiou o caso com exclusividade.
No âmbito da apuração, a Promotoria determinou que a Blaze apresentasse cópias dos contratos firmados com Virginia Fonseca e com o jogador de futebol Neymar Jr.
Um dos focos da investigação era verificar se a empresa orientava os influenciadores a utilizar a expressão “renda extra” na divulgação dos serviços. Segundo o MPDFT, esse tipo de publicidade estaria associado ao agravamento do endividamento e a impactos na saúde financeira das famílias.
A Prodecon afirmou, ainda, que a abertura do procedimento foi motivada por denúncias de usuários e por um relatório técnico que aponta mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma de apostas.





