
Mirelle PinheiroColunas

“Anão com fuzil?” Evandro Guedes causa polêmica sobre TAF da PCMG. Veja vídeo
Em um vídeo, o influencer rebateu as críticas à Polícia Civil após Matheus Matos denunciar discriminação durante o Teste de Aptidão Física
atualizado
Compartilhar notícia

O influenciador e professor de direito penal Evandro Guedes saiu em defesa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no concurso da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em relação à polêmica envolvendo um goiano que tem nanismo e denunciou ter sido vítima de discriminação durante o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da corporação.
Matheus Matos, de 25 anos, formado em direito, figurou em diversas notícias e teve seu caso repercutido nacionalmente na última semana.
De acordo com Matheus, mesmo concorrendo como candidato PCD, precisou realizar o teste nas mesmas condições aplicadas aos demais candidatos, sem qualquer tipo de adaptação, tendo sido submetido à exigência de salto mínimo de 1,65 metro na prova de impulsão horizontal.
Para Evandro Guedes, quem critica as exigências não entende do assunto. “Causou uma comoção de quem não entende, na internet. Eu vou explicar tecnicamente que a banca não errou”, iniciou o vídeo.
“Quem tem nanismo, quem tem PCD, pessoa com deficiência, tem que ser compatível com as funções do cargo; delegado de polícia é polícia. Vamos colocar a mão na consciência: uma hora você vai ter que ir para a rua, vai ter que defender o seu colega; você consegue imaginar um ‘anão’ com um fuzil subindo o morro?”, questionou.
“Eu estou vendo um monte de gente vitimista na internet: ‘ah, deveriam ter dado a oportunidade’ até alguém entrar na sua casa em Minas e ir um ‘anão’ tentar render um bandido”, criticou.
Mobilização
Após a denúncia de Matheus, o Instituto Nacional de Nanismo (INN) se manifestou sobre o caso e destacou que concursos públicos devem funcionar como instrumentos de democratização do acesso ao Estado, e não como mecanismos de exclusão.
Segundo a entidade, a Constituição Federal, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência — incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro com status constitucional — e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) impõem à Administração Pública o dever de adotar ajustes razoáveis, promover avaliações individualizadas e remover barreiras que impeçam a participação de pessoas com deficiência, inclusive em concursos públicos.
Matheus disse ainda que não foi o único prejudicado e que outros candidatos com deficiência também teriam sido eliminados na mesma etapa.
Apesar da eliminação, ele afirmou que não pretende desistir do sonho que começou ainda nos primeiros períodos da faculdade.
“Não é o meu tamanho que vai delimitar o meu sonho. Eu lutei anos para chegar até aqui e continuo acreditando que posso ser delegado.”


