Mirelle Pinheiro

Ameaças, fraudes e bets: a extensa ficha da influencer do “Death Note”

Tainá Sousa foi presa em 1º de agosto por, supostamente, elaborar uma lista de execução com os nomes de seus desafetos

atualizado

metropoles.com

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Andressa Tainá Lima de Sousa, a influenciadora digital conhecida como Tainá Sousa (foto em destaque), foi presa no último dia 1º suspeita de estar por trás de uma suposta “lista de execução” com os nomes de seus desafetos.

Apesar da prisão preventiva ter ligação com esse fato, esta não é primeira vez que o nome da mulher vira objeto de investigação da polícia.

Para além de ameaças, a mulher é investigada por supostamente operar uma rede criminosa que atuava na promoção do jogo ilegal, associado à modalidade de caça-níqueis on-line.

Ela já possui antecedentes criminais e é ré em um processo por furto, após confessar o uso indevido de cartão de crédito de uma pessoa falecida, no mesmo dia do óbito. Nesse caso, porém, firmou acordo de não persecução penal, e a ação se encontra suspensa.

Maus-tratos a animais também aparece na ficha da mulher. Ela responde a um Inquérito Policial após publicar vídeos em que oferece bebidas alcoólicas ao seu próprio cão.

“Death Note”

A influenciadora digital Tainá Sousa foi presa pela Polícia Civil do estado do Maranhão (PCMA) suspeita de estar por trás da “lista de execução”.

Segundo a polícia, apareciam na lista os nomes de pessoas que atuam de forma ativa no combate aos jogos ilegais, sobretudo no âmbito do “Jogo do Tigrinho”.

Os nomes do deputado estadual Yglesio Moisés, do delegado Pedro Adão, à frente das investigações contra a influenciadora, dos jornalistas Luís Cardoso, que morreu em abril deste ano em decorrência de um infarto, e Domingos Costa estavam na suposta lista.

A Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Estado do Marnhão publicou nota oficial sobre a menção de Luís Cardoso na lista.

“A Diretoria se posiciona em defesa da liberdade de expressão, da honra e da memória do jornalista e blogueiro Luís Cardoso, que morreu em abril deste ano e, nesta semana, teve seu nome arrolado no caso que culminou na prisão da influencer digital maranhense Tainá Sousa, em São Luís”, escreveu.

“Segundo investigação da polícia, Tainá Sousa teria comemorado a morte de Luís Cardoso, afirmando à época: “Um já foi, agora faltam os outros”. A fala da influencer presa reforçaria a existência de uma suposta lista de ameaçados de morte por denunciar o esquema criminoso ou por publicações com críticas a ela.”

“Ao tempo em que se solidariza com os familiares do jornalista, a Diretoria de Comunicação da Alema repudia qualquer forma de violência e tentativa de cerceamento da imprensa”, disse.

Fama e ostentação

Nas redes sociais, a mulher acumula cerca de 127 mil seguidores. Ela passou a ser acompanhada por diversas pessoas após começar a publicar conteúdos de ostentação. Nesta segunda-feira (4/8), porém, o perfil da mulher aparece como “não encontrado”.

Operação

Antes da prisão da blogueira, o grupo que ela lidera havia sido alvo de uma ofensiva da Polícia Civil no dia 30 de julho.

A operação, batizada de Dinheiro Sujo, foi coordenada pelo Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos (DCCT), da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), e culminou em buscas e apreensões em seis endereços.

Além das buscas, houve o sequestro de bens e bloqueio judicial de mais de R$ 11 milhões em contas vinculadas aos investigados.

Foram apreendidos cinco veículos — entre eles modelos de luxo como Range Rover Velar, Range Rover Evoque, BMW e Toyota Hilux — além de uma moto aquática, celulares, computadores, uma arma de fogo e carregadores e cadernos com anotações que devem subsidiar a continuidade das investigações. Bolsas de grife e dólares também foram apreendidos.

“Esses carros de luxo estavam em nome de terceiros e foram adquiridos com os valores auferidos através dessas divulgações ilegais”, destacou o delegado Pedro Adão, chefe do DCCT.

De acordo com as investigações, o grupo usava as redes sociais para atrair vítimas por meio de promessas de lucros fáceis e rápidos. Após o cadastro em plataformas de jogos, seguidores eram orientados a realizar depósitos, movimentando valores cuja origem e destino são alvo de apuração.

A divulgação do “Tigrinho” era feita por influenciadores contratados por integrantes do esquema.

Ainda conforme o DCCT, a estrutura do grupo criminoso inclui uma advogada, suspeita de atuar na lavagem de dinheiro, e uma gerente, responsável por coordenar grupos de WhatsApp usados para captar novos apostadores.

O grupo pode responder por contravenção penal, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros envolvidos.

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Segundo a polícia, ela lidera um esma de fraudes no "Tigrinho"
Ela pode ser solta a qualquer momento
Ela estava presa desde 1° de agosto
A Justiça do Marnhão concedeu habeas corpus nessa terça
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A Justiça do Marnhão concedeu habeas corpus nessa terça

Reprodução/Instagram
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Segundo a polícia, ela lidera um esma de fraudes no "Tigrinho"
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Segundo a polícia, ela lidera um esma de fraudes no "Tigrinho"

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Ela estava presa desde 1° de agosto
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