Mirelle Pinheiro

Além de deputado, veja quem são os alvos da operação sobre emendas Pix

Entre os principais alvos está o deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC)

atualizado

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Deputado federal Eduardo Velloso
1 de 1 Deputado federal Eduardo Velloso - Foto: Reprodução/Instagram

A operação deflagrada nesta quinta-feira (29/1) pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), colocou na mira figuras políticas e jurídicas do Acre suspeitas de envolvimento em irregularidades no uso de recursos federais oriundos das chamadas emendas Pix.

A investigação, autorizada pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura o possível desvio de R$ 912 mil destinados ao município de Sena Madureira para a contratação de shows musicais em 2024, último ano da gestão municipal anterior.

Entre os principais alvos está o deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC).

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Rio Branco e também em seu apartamento funcional, em Brasília. O gabinete parlamentar não foi alvo da ação.

Segundo a PF, o foco da investigação não é apenas a destinação da emenda, mas o encadeamento de atos que teriam permitido o desvio ou uso irregular dos recursos após o repasse.

Em nota, Velloso afirmou que a indicação da emenda seguiu os trâmites legais e que a responsabilidade pela execução dos recursos cabe exclusivamente à gestão municipal.

Ex-prefeito confirma busca e apreensão

Outro alvo da operação é o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele confirmou que recebeu agentes da Polícia Federal em casa e que um celular de sua propriedade foi apreendido.

Segundo Serafim, os policiais questionaram sobre a existência de dinheiro no imóvel, mas nada foi levado além do aparelho.

O ex-prefeito disse ter tomado conhecimento do objeto da investigação pela imprensa e negou irregularidades.

Ele afirmou que os gastos com os shows da ExpoSena 2024, estimados em cerca de R$ 900 mil, teriam sido acordados previamente com o Ministério Público e que sua gestão foi “totalmente regular”.

A lista de alvos inclui ainda o advogado Giordano Simplício Jordão, apontado pela Polícia Federal como possível integrante do núcleo investigado.

O que está sob investigação

De acordo com a Polícia Federal e a CGU, as apurações indicam irregularidades na contratação da empresa responsável pelos shows, pagos com recursos federais repassados por meio das emendas Pix — modalidade que permite transferências diretas da União para estados e municípios, sem convênios e sem prestação de contas prévia.

As suspeitas envolvem crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro

Ao todo, 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Acre e no Distrito Federal. Até o momento, a PF não informou se houve apreensão de valores ou prisões.

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