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Mirelle Pinheiro

Adolescente é apreendido com apoio da Abin após planejar massacre em escola

Análises dos materiais apreendidos revelaram pesquisas do adolescente sobre os massacres de Realengo, no RJ, e Suzano, em SP

13/09/2026 09:49, atualizado 13/09/2026 09:57
Divulgação/PCMT
Adolescente é apreendido com apoio da Abin após planejar massacre em escola

Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela Polícia Civil de Mato Grosso, no sábado (12/9), sob suspeita de planejar e ameaçar realizar ataque a uma escola estadual no município de Nova Brasilândia.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Chapada dos Guimarães, com apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), tiveram início após o adolescente fazer ameaças contra alunos da unidade.

Segundo a Polícia Civil, durante as diligências, foram coletadas informações e apreendidos materiais que auxiliaram na investigação. Entre os elementos encontrados, estavam indícios de que o adolescente teria feito ameaças específicas de realizar um massacre na escola, inclusive mencionando detalhes sobre como pretendia agir.

Pesquisas sobre ataques em escolas

A análise dos investigadores também apontou a presença de munições e uma faca relacionadas ao ambiente escolar, além de pesquisas sobre armas, violência e ataques ocorridos em escolas no Brasil. Entre os casos pesquisados, estavam os massacres de Realengo, no Rio de Janeiro (RJ), e Suzano, em São Paulo (SP).

Também foram identificadas buscas relacionadas a armas, violência e conteúdos de extrema crueldade.

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Durante a apuração, os policiais tiveram acesso ainda a um vídeo em que o adolescente aparece acompanhando um terceiro, ainda não identificado, durante um disparo de arma de fogo. Segundo a Polícia Civil, o conteúdo foi considerado um dos elementos relevantes da investigação por indicar possível familiaridade e acesso a armamento.

Pesquisa sobre ataques

Diante da gravidade dos elementos reunidos, da repercussão social dos fatos e da necessidade de prevenir a continuidade ou eventual concretização das ameaças investigadas, a Polícia Civil representou pela internação provisória do adolescente.

A medida foi fundamentada na existência de indícios de autoria e materialidade, na gravidade concreta dos fatos e na necessidade de preservar a segurança do próprio adolescente e a ordem pública, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A representação considera ainda que os elementos reunidos durante a investigação não indicariam apenas manifestações de ameaça, mas um conjunto de comportamentos que, segundo a análise policial, poderia apontar para uma possível preparação para a prática de violência.