
Mirelle PinheiroColunas

A justificativa de Marcola para negar ligação com execução de delegado
Ruy Ferraz Fontes foi assassinado a tiros na noite dessa segunda-feira (15/9). A defesa do líder do PCC se manifestou nesta terça (16)
atualizado
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Após ter seu nome vinculado à execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, Marco Willians Herbas Camacho (foto em destaque), o Marcola — apontado como chefe máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC) — se manifestou por meio de sua defesa e negou veementemente qualquer envolvimento no assassinato violento de Fontes, policial considerado inimigo da facção.
Conforme a nota oficial, a defesa afirma ser “absolutamente inverossímil” atribuir a Marcola qualquer participação no crime. A justificativa apontada pelos advogados é de que o criminoso “está preso desde 2019 em penitenciária federal de segurança máxima, sob monitoramento integral.”
Os advogados afirmam que a tentativa de vincular Marcola à morte de Ruy Ferraz “carece de fundamento lógico ou jurídico” e serviria apenas para “alimentar narrativas midiáticas distorcidas”.
Apesar da declaração categórica da defesa, da Secretaria de Segurança Pública paulista, que trata o crime como um ato de vingança do PCC. “Ele lutou muito contra a facção”, disse o secretário-executivo da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, ao Metrópoles.
Fuga e tiros
Ruy Ferraz morreu, nessa segunda-feira (15/9), aos 64 anos. Ele dedicou mais da metade de sua vida à Polícia Civil paulista e foi reconhecido pelo enfrentamento direto ao PCC desde os anos 2000. Em 2019, após a transferência de Marcola para o sistema penitenciário federal, o delegado foi jurado de morte pela facção, segundo registros oficiais.
A autoridade policial foi assassinada no momento em que dirigia. Ele colidiu com um ônibus e, em seguida, criminosos desceram de outro veículo e dispararam diversas vezes contra o ex-delegado. Outras duas pessoas ficaram feridas — uma mulher com ferimentos leves e um homem que segue internado sem risco de morte.
