
Mirelle PinheiroColunas

A estratégia da PF para prender o presidente da Alerj no Rio
Segundo a PF, há provas robustas de que Bacellar teve acesso privilegiado a dados internos da investigação e repassou o conteúdo a terceiros
atualizado
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Para evitar vazamentos, a Polícia Federal (PF) adotou uma estratégia curiosa pra prender o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), na manhã desta quarta-feira (3/12).
O político foi convidado para uma reunião que seria realizada na Superintendência da corporação no Rio. Ao chegar ao local, Bacellar foi preso. A determinação foi expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A medida faz parte da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, ação que prendeu o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias.
Segundo a PF, há provas robustas de que Bacellar teve acesso privilegiado a dados internos da investigação e repassou o conteúdo a terceiros.
A suspeita é de que o vazamento tenha interferido no andamento das apurações que miravam a ligação entre lideranças do Comando Vermelho (CV) e agentes políticos.












