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Milena Teixeira

O prazo da Câmara para concluir ação contra bolsonaristas por motim

Presidente do Conselho de Ética planeja calendário para destravar representações contra deputados que ocuparam plenário da Câmara em agosto

27/01/2026 10:17, atualizado 27/01/2026 11:12
Câmara dos Deputados
O prazo da Câmara para concluir ação contra bolsonaristas por motim

O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Fábio Schiochet (União-SC), pretende concluir até depois do Carnaval as representações contra deputados bolsonaristas que participaram de um motim no plenário da Casa em agosto do ano passado.

Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) respondem a processos por envolvimento na ocupação da Mesa Diretora e da cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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Dep. Fabio Schiochet (UNIÃO-SC)
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Dep. Fabio Schiochet (UNIÃO-SC)
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Dep. Fabio Schiochet (UNIÃO-SC)

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Schiochet planeja convocar, na próxima sexta-feira (30/1), a reunião que dará início aos trabalhos do Conselho de Ética neste ano. A sessão inaugural deve ocorrer na terça-feira (3/2), às 14h. Na ocasião, Marcos Pollon poderá indicar o nome de suas testemunhas.

Na semana seguinte, devem ser realizadas as oitivas de Pollon, além de Marcel Van Hattem e Zé Trovão. Se houver tempo hábil, o presidente do Conselho quer que o relator dos casos, Moses Rodrigues (União Brasil-CE), leia o relatório ainda antes do Carnaval, mas já trabalha com a possibilidade de leitura logo após o retorno do feriado.

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Punições pelo motim

Os processos contra Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão foram instaurados em 7 de outubro, depois que o corregedor da Câmara, Diego Coronel (PSD-BA), encaminhou pedidos de suspensão à Mesa Diretora.

A punição mais severa foi sugerida para Marcos Pollon, que é alvo de duas representações, uma delas prevê suspensão por até 90 dias. Já Van Hattem e Zé Trovão podem ser suspensos por até 30 dias cada.

No retorno do recesso parlamentar no meio do ano passado, deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparam os plenários da Câmara e do Senado para pressionar os presidentes das Casas a dar andamento à anistia; à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim foro privilegiado; e a pedidos de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.