
Milena TeixeiraColunas

Ida de Caiado para o PSD provoca guerra entre senadores compadres
Insatisfeito com o apoio do PSD ao PT, senador acionou Kassab; ato foi visto como “traição” e “tentativa de golpe”
atualizado
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A ida do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para o PSD de Gilberto Kassab desencadeou, de forma indireta, uma guerra interna entre integrantes do PSD da Bahia.
Os protagonistas da disputa são os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Angelo Coronel (PSD-BA), aliados de mais de três décadas e com relação tão próxima a ponto de Otto ser padrinho do filho de Coronel, o deputado federal Diego Coronel.
Coronel vem sendo acusado de ter agido às escondidas contra Otto ao procurar Kassab para tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, que apoia a chapa do PT.
Insatisfeito com o apoio do partido ao PT baiano e rifado da chapa petista, ele procurou o chefe do PSD poucas horas após o anúncio da filiação de Caiado ao partido.
A reunião, revelada pela BandNews FM Salvador, ocorreu em São Paulo, na quarta-feira (28/1). No encontro, Coronel argumentou que o PSD não poderia servir de palanque para o PT na Bahia, considerando que ele próprio havia sido excluído da chapa e que Caiado já havia anunciado apoio a ACM Neto (União-BA), adversário do grupo petista no estado.
À coluna, Coronel afirmou nesta sexta-feira (30/1)que não solicitou a Kassab intervenção no partido na Bahia, mas apenas a possibilidade de disputar a candidatura de forma avulsa.
“Na quarta eu estava em São Paulo, e um dia antes saiu a notícia do acordo de Caiado com o PSD. Caiado disse que faria palanque para ACM Neto. Como Otto, no PSD, poderia dar palanque Lula? Eu pedi para Otto poder ser candidato avulso. Jaques Wagner se meteu, em um assunto que nem era da alçada dele, porque é do PSD. Pedi a Kassab que liberasse o partido para ter uma candidatura avulsa. Em momento nenhum pedi para ele intervir no PSD da Bahia (…) Temos que esclarecer de quem é a mentira”, disse Coronel.
Por sua vez, Otto Alencar disse à coluna que o aliado foi procurar Kassab com a tentativa de intervir no partido. Segundo ele, houve uma “quebra de confiança”.
“Com a saída de Caiado, ele foi a Kassab pessoalmente para pedir para mudar o rumo do partido. Kassab me ligou e disse que não havia como fazer a mudança sem falar com o partido. Ele tinha me dito que ia para São Paulo para ir no médico. Foi uma quebra de confiança.”
Questionado sobre a permanência de Coronel na legenda, Otto afirmou que “achava a situação difícil”.
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