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Milena Teixeira

Ex-secretário do MJ sobre Derrite no PL Antifacção: "poupou Faria Lima"

Ex-secretário do MJ, Marivaldo Pereira criticou Derrite e afirmou que deputado deixou Faria Lima de fora do alcance de investigações

25/02/2026 19:46, atualizado 25/02/2026 20:35
Breno Esaki / Metrópoles
Marivaldo Pereira, secretário Nacional de Assuntos Legislativos do MJ

Ex-secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e pré-candidato a deputado federal pelo DF, Marivaldo Pereira (PT) criticou, nesta quarta-feira (25/2), pontos do projeto relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) no chamado PL Antifacção.

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na terça-feira (24/2), após acordo firmado entre o governo federal e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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Secretário comentou sobre segurança no âmbito federal
Marivaldo Pereira, secretário Nacional de Assuntos Legislativos do MJ
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva
Secretário Nacional para Assuntos Legislativos do MJ, Marivaldo Pereira
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Secretário Nacional para Assuntos Legislativos do MJ, Marivaldo Pereira

Breno Esaki/Especial Metrópoles
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O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva

Valter Campanato/Agência Brasil

À coluna, Marivaldo afirmou que Derrite manteve no texto dispositivos que, segundo ele, enfraquecem a Polícia Federal.

“Desde o primeiro momento, o Derrite quis atacar a Polícia Federal. Ele conseguiu dar um golpe na PF. A intenção sempre foi desestruturar a atuação da PF. O texto ainda retira recursos da corporação”, declarou Marivaldo à coluna.

Ainda de acordo com o ex-secretário, os crimes financeiros e bancos como o Master e Reag ficarão de fora do alcance de investigações.

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“O texto não alcança a Faria Lima. Ele  só quis pegar o andar de baixo. Investigações como a dos bancos Master e Reag serão prejudicadas”, declarou.

Críticas da Polícia Federal

Como a coluna mostrou, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal criticou a proposta aprovada. O presidente da ANDPF, Edvandir Felix de Paiva, chegou a dizer que o texto foi uma “decepção”.

Segundo ele, os diretores da entidade sequer foram consultados durante a elaboração do projeto.

“É uma decepção. O relatório foi prejudicial à Polícia Federal. No Senado, conseguimos inserir mecanismos importantes, mas tudo foi retirado, tudo foi ignorado. As mudanças feitas agora tendem a criar mais confusão, em vez de fortalecer o trabalho da Polícia Federal”, disse.