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Empresários veem “desespero” de Flávio ao apoiar fim da escala 6x1

Empresários da indústria avaliam que apoio de Flávio ao fim da escala 6x1 contradiz posições defendidas anteriormente pelo senador

13/10/2026 17:32, atualizado 13/10/2026 18:09
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro

Empresários da indústria avaliam que a decisão do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de apoiar o fim da escala 6×1 pode representar um “tiro no pé”.

Nos bastidores, a mudança de posicionamento é vista por integrantes do setor como um sinal de “desespero” diante da pressão popular em torno de uma pauta que ganhou força no debate nacional.

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Flávio admitiu que votará no Senado a favor do fim da escala 6x1
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro
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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro

Reprodução Metrópoles
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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Flávio admitiu que votará no Senado a favor do fim da escala 6x1
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Flávio admitiu que votará no Senado a favor do fim da escala 6x1

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

A avaliação é de que o recuo pode comprometer a coerência do discurso do senador, sobretudo pelos possíveis impactos da redução da jornada sobre os custos de produção, a produtividade e a competitividade das empresas.

Flávio admitiu nesta terça-feira (13/10) que votará a favor da proposta no Senado Federal. O anúncio foi feito por ele em entrevista à imprensa após visitar o pai na prisão domiciliar, em Brasília, após três meses proibido de encontrar o ex-presidente.

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O tema, que mobiliza trabalhadores e setores empresariais, passou a representar um desafio político para o pré-candidato.

A coluna apurou que o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho, vinha conversando com representantes da indústria antes de o senador anunciar sua decisão.

Uma ala da campanha defendia que ele não apoiasse a proposta, seguindo a linha adotada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).Na decisão final, prevaleceu o cálculo eleitoral.

Integrantes da campanha avaliam que se posicionar contra a redução da jornada de trabalho a apenas 12 dias do pleito representaria um risco desnecessário, diante da repercussão popular do tema.