
Milena TeixeiraColunas

Embaixador da Coreia avalia se tarifa sobre aço afetará visita de Lula
Presidente Lula terá encontro bilateral com presidente coreano em meio a demanda para diminuição de tarifas brasileiras sobre o aço do país
atualizado
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Às vésperas do encontro bilateral entre o presidente da Coreia do Sul e o presidente Lula, o embaixador sul-coreano no Brasil, Yeong-han Choi, afirmou que o recente aumento das tarifas brasileiras sobre o aço não deverá gerar atritos entre os dois líderes.
O chefe do Palácio do Planalto se reunirá com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, no próximo dia 23 de fevereiro.
Ao Metrópoles, Yeong-han disse que o governo de seu país pediu ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços a reconsideração da medida.
“Estamos pedindo ao governo brasileiro que reavalie esse aumento de tarifas, porque não se trata de uma simples importação da Coreia do Sul para o Brasil”, afirmou o embaixador.
Apesar da sensibilidade do tema, o diplomata avaliou que a questão tarifária não deve interferir nas negociações para a abertura do mercado sul-coreano à carne brasileira, pauta que deverá ser levada pelo presidente Lula ao encontro no país asiático.
“Eu não acredito que isso vá afetar. Esse assunto será tratado separadamente das demais questões”, declarou.
No fim de janeiro, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu elevar, por um período de um ano, as tarifas de importação para nove tipos de aço. A alíquota passou a 25%, ante uma variação anterior entre 10,8% e 12,6%. A medida impacta diretamente a Coreia do Sul, um dos principais fornecedores do produto ao mercado brasileiro.
O embaixador explica que o aumento afeta principalmente a fabricação de veículos e argumenta que isso impacta não apenas a indústria coreana, mas brasileiros que trabalham em empresas afetadas pela mudança.
“Primeiramente, esses produtos importados são usados aqui no Brasil para produzir veículos, que são vendidos no mercado brasileiro. E aqui nessas fábricas, há muitos trabalhadores. Então, se esse aumento de tarifas afeta o preço da produção de esses veículos, também afeta a situação dos trabalhadores brasileiros. Então, é por isso que a Embaixada está pedindo ao governo brasileiro que reconsidere”, disse o embaixador.








