Durigan defende manter texto da 6x1 no Senado: "Não misturaria"
Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o ministro Dario Durigan defendeu aprovação do texto da Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, saiu em defesa do texto aprovado na Câmara dos Deputados e afirmou que incluir no Senado a “PEC do Trabalho Flexível” poderia atrasar a aprovação do fim do trabalho 6×1.
Em entrevista exclusiva ao Metrópoles nesta quinta-feira (18/6), o chefe da Fazenda defendeu ainda que a proposta aprovada pelos deputados seja votada com celeridade.
“Tenho dito que o texto aprovado na Câmara é um bom texto e deveria ser votado. Há necessidade de discutir outros temas? Eu não misturaria, eu não traria agora um tema novo atrasando a aprovação da 6×1, até porque isso pode se perder”, declarou.
Nos bastidores, parlamentares afirmam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria indicado a possibilidade de incorporar à PEC do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara em maio, elementos da PEC do trabalho flexível, defendida pela oposição. O texto propõe um regime alternativo à CLT, que autoriza a possibilidade de o salário ser calculado por horas trabalhadas. O modelo é semelhante ao adotado em países estrangeiros, como os Estados Unidos.
Durigan reconheceu que o tema do fim da escala 6×1 “não é um tema simples”, mas tem defendido junto a Alcolumbre que o texto seja votado sem fechar espaço, por exemplo, para negociações coletivas.
“Eu não fecharia a porta para discutir, por exemplo, o espaço que uma negociação coletiva pode ter na definição de determinados itens do mundo do trabalho. Eu vejo com bons olhos, como o mundo sindical vê com bons olhos, o espaço para a negociação coletiva em que garante que você tenha na mesa os trabalhadores podendo negociar com os empregadores”, disse.
A PEC que prevê o fim da escala 6×1 foi aprovada pelo plenário da Câmara no dia em 27 de maio. O governo retirou nesta semana a urgência constitucional do projeto de lei que também estabelece o fim da escala 6×1. A decisão foi publicada em despacho enviado ao Congresso, após negociação com Motta para desobstruir a pauta da Casa. A PEC aprovada na Câmara, no entanto, permanece sem movimentação no Senado.
Confira a entrevista na íntegra:














