
Ciro Nogueira pode emplacar irmão, alvo do Master, como seu suplente
Irmão do senador foi alvo da PF no Caso Master e chegou a usar tornozeleira eletrônica por decisão do Supremo Tribunal Federal

Alvo da Polícia Federal no Caso Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) pode lançar o irmão como primeiro suplente na chapa com a qual disputará a reeleição ao Senado Federal.
O empresário Raimundo Neto e Silva Nogueira, conhecido como Neto Nogueira, também foi alvo da operação da Polícia Federal deflagrada em maio no âmbito do Caso Master.
Segundo apurou a coluna, o nome de Raimundo foi citado por aliados e pelo próprio parlamentar durante a convenção que oficializou a candidatura de Ciro à reeleição para o Senado. O evento foi realizado no último sábado (1º/8), no Piauí.
Nas redes sociais, o senador confirmou o nome de Ricardo Braz, líder da Juventude das Assembleias de Deus, como segundo suplente da chapa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA coluna procurou a assessoria de Nogueira para comentar a indicação, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
A investigação sobre o irmão de Ciro
Segundo investigação da PF, Raimundo atuava como administrador da CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que, de acordo com a Polícia Federal, teria sido utilizada como um “mecanismo dissimulado” para repassar vantagens financeiras ao senador Ciro.
Ao autorizar a deflagração da operação em maio, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal , determinou que Neto Nogueira usasse tornozeleira eletrônica e proibiu que ele mantivesse contato com os demais investigados e testemunhas do caso, inclusive com Ciro.
Na mesma decisão, o ministro também determinou a entrega do passaporte à Polícia Federal e proibiu Raimundo de deixar a cidade onde reside sem autorização judicial. Um mês depois, no entanto, Mendonça revogou parte das medidas.









