
Ciro Nogueira pode emplacar irmão, alvo da PF no Master, como seu suplente
Irmão do senador foi alvo da PF no Caso Master e chegou a usar tornozeleira eletrônica por decisão do Supremo Tribunal Federal

Alvo da Polícia Federal no Caso Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) pode lançar o irmão como primeiro suplente na chapa com a qual disputará a reeleição ao Senado Federal.
O empresário Raimundo Neto e Silva Nogueira, conhecido como Neto Nogueira, também foi alvo da operação da Polícia Federal deflagrada em maio no âmbito do Caso Master.
Segundo apurou a coluna, o nome de Raimundo foi citado por aliados do parlamentar durante a convenção que oficializou a candidatura de Ciro à reeleição para o Senado. O evento foi realizado no último sábado (1º/8), no Piauí.
Nas redes sociais, o senador confirmou o nome de Ricardo Braz, líder da Juventude das Assembleias de Deus, como segundo suplente da chapa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA coluna procurou a assessoria de Nogueira para comentar a indicação, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
A investigação sobre o irmão de Ciro
Segundo investigação da PF, Raimundo atuava como administrador da CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que, de acordo com a Polícia Federal, teria sido utilizada como um “mecanismo dissimulado” para repassar vantagens financeiras ao senador Ciro.
A PF afirma que a empresa adquiriu ações da Brasilcap Capitalização S.A., então presidida por Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, por um valor muito inferior ao de mercado. As ações, avaliadas em cerca de R$ 13 milhões, teriam sido compradas por R$ 1 milhão.
Ao autorizar a deflagração da operação em maio, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal , determinou que Neto Nogueira usasse tornozeleira eletrônica e proibiu que ele mantivesse contato com os demais investigados e testemunhas do caso, inclusive com Ciro.
Na mesma decisão, o ministro também determinou a entrega do passaporte à Polícia Federal e proibiu Raimundo de deixar a cidade onde reside sem autorização judicial. Um mês depois, no entanto, Mendonça revogou parte das medidas.









