Milena Teixeira

Caso Master: o que a Previdência disse sobre o RioPrevi em audiência

Representante do Ministério da Previdência falou sobre as auditorias realizadas no RioPrevidência durante audiência na Câmara dos Deputados

atualizado

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Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da Rioprevidência
1 de 1 Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da Rioprevidência - Foto: Divulgação

O subsecretário dos Regimes Próprios de Previdência Social, pasta responsável por apontar irregularidades no aporte de aproximadamente R$ 970 milhões do Rioprevidência em ativos do Banco Master, falou sobre as suspeitas envolvendo o órgão durante audiência na Câmara dos Deputados, realizada em dezembro.

Allex Albert Rodrigues apontou falhas na transparência da autarquia e afirmou que o RioPrevidência errou ao não adotar regras mais rígidas, além de não realizar uma diversificação adequada dos investimentos.

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“Eu acho que faltou exigir na norma, especialmente, um dever que é de todo aplicador financeiro: o da diversificação. Deveria haver mais critérios na norma, especialmente na norma do Conselho Monetário Nacional, sobre a exigência de diversificação. É claro que, como qualquer investidor institucional ou pessoa física, você pode alocar seus recursos em ativos de maior risco, mas só uma pequena parcela desses recursos. Você tem que ter uma cesta”, afirmou o representante do ministério em um trecho da conversa.

Durante a audiência, o subsecretário também defendeu o aprimoramento do arcabouço legal, com critérios mais claros e a ampliação do poder de sanção do Ministério da Previdência e de outros órgãos de controle.

“Já foi falado aqui de uma medida efetiva. Acho que seria importante a melhoria do arcabouço, tanto do Conselho Monetário Nacional quanto de uma lei que atribua maior poder de sanção, no caso, ao Ministério da Previdência e a outros órgãos”, declarou.

A audiência foi conduzida pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e contou com a participação do vereador do Rio de Janeiro Marcos Dias e do diretor jurídico da Associação dos Servidores Ativos, Inativos e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro, Rogério Vasconcellos.

A operação da PF

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23/1) a Operação Barco de Papel, que investiga nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024 e que resultaram na aplicação de recursos do Rioprevidência em Letras Financeiras emitidas pelo Master.

Segundo a PF, as operações teriam exposto o patrimônio da autarquia responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de 235 mil servidores inativos do Rio de Janeiro a riscos elevados e incompatíveis com a finalidade previdenciária do fundo.

 

 

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