
Associação de Torcidas Organizadas se manifesta sobre eleições após bets
Manifesto relembra histórico de luta democrática das torcidas organizadas e cita preocupação com o futuro do movimento

A Associação Nacional das Torcidas Organizadas do Brasil (ANATORG) publicou, nesta quinta-feira (22/10), manifesto em defesa da democracia e da participação política e social das torcidas organizadas.
No documento, a entidade defende que o futuro do movimento de arquibancada seja discutido com “responsabilidade” e “consciência política” diante de um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O texto relembra a participação histórica das torcidas organizadas em mobilizações políticas e sociais, como a campanha das Diretas Já, a luta pela Constituinte e o movimento Fora Collor. A associação também menciona dificuldades enfrentadas durante diferentes governos e reivindica mais espaço para o diálogo institucional e a construção de políticas públicas voltadas ao setor.
A ANATORG reúne torcidas organizadas de diversos clubes brasileiros, entre eles Corinthians, Flamengo, Bahia e Vasco.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa segunda-feira (19/10), representantes do grupo se reuniram com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. O encontro ocorreu dias após o governo anunciar a proibição das bets no Brasil.
Ao final do manifesto, a entidade convoca os integrantes do movimento a refletirem sobre o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25/10), e sobre os possíveis impactos do resultado para o futuro das torcidas organizadas.
Leia a íntegra do manifesto da ANATORG
O Movimento de Arquibancada nunca foi apenas futebol!
Nossa história também é marcada pela luta, pela resistência, pela democracia e pela participação política e social.
Estivemos nas ruas pelas Diretas Já, pela Constituinte, no Fora Collor e em diversas mobilizações estudantis, populares e sociais. Desde as décadas de 1960 e 1970, as torcidas organizadas fazem parte dessa trajetória de luta por direitos, liberdade de expressão e participação democrática.
Também enfrentamos perseguições, preconceitos e dificuldades durante o regime militar e em diferentes governos, incluindo os períodos Collor e FHC. Nos governos progressistas, conquistamos espaços importantes de diálogo e interlocução institucional. Já durante os governos Temer e Bolsonaro, esses canais foram enfraquecidos, dificultando a construção de políticas públicas voltadas às nossas realidades.






