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Apuração pelo Brasil

Milena Teixeira

Aliados de Lula temem nova reação de Alcolumbre sobre 6x1 após 1º turno

Resultado do 1º turno acende alerta entre governistas sobre o ritmo da tramitação da PEC no Senado

05/10/2026 04:00
Vinicius Schmidt/ Metrópoles
Davi Alcolumbre -- Metrópoles

Aliados do presidente Lula temem que o resultado do primeiro turno das eleições altere o ritmo de tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1 no Senado.

A preocupação é que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), apesar de ter anunciado a votação da proposta para esta terça-feira (6), acabe desacelerando o ritmo da tramitação diante do novo cenário político.

Aliados de Lula temem nova reação de Alcolumbre sobre 6×1 após 1º turno - destaque galeria
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Reaproximação entre Lula e Alcolumbre já destravou votações, mas ainda não alcançou PECs prioritárias do governo
Lula e Alcolumbre sentaram lado a lado, mas não conversaram durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE
O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCU
Lula intensificou diálogo com Alcolumbre para destravar PEC da escala 6x1 antes das eleições
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Lula intensificou diálogo com Alcolumbre para destravar PEC da escala 6x1 antes das eleições

Reaproximação entre Lula e Alcolumbre já destravou votações, mas ainda não alcançou PECs prioritárias do governo
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Reaproximação entre Lula e Alcolumbre já destravou votações, mas ainda não alcançou PECs prioritárias do governo

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Lula e Alcolumbre sentaram lado a lado, mas não conversaram durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE
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Lula e Alcolumbre sentaram lado a lado, mas não conversaram durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE

Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCU
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O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCU

Antônio Leal/TCU

Alcolumbre anunciou na sexta-feira (2) que a PEC 221/2019 será discutida no plenário do Senado a partir de terça. A proposta prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da adoção de dois dias de descanso remunerado por semana.

O anúncio foi recebido pelo governo como um gesto importante de Alcolumbre, sobretudo porque a medida é uma das principais bandeiras eleitorais de Lula. Nos bastidores, aliados do presidente avaliam que a aprovação da proposta poderia dar ao petista um novo argumento na campanha para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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O cenário, porém, mudou com o resultado das urnas neste domingo (4). Com 99,99% dos votos apurados, Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a cerca de 56,1 milhões de votos. Lula ficou em segundo, com 45,16%, ou aproximadamente 53,9 milhões de votos.

A avaliação entre aliados do governo é que a vantagem de Flávio pode criar uma nova variável nas articulações do Senado. Alcolumbre pretende disputar a reeleição à Presidência da Casa em 2027 e, diante do avanço da direita nas urnas e da força do PL no novo Senado, precisará também construir pontes com a oposição para manter sua posição.

Esse fator alimenta a preocupação de governistas de que o presidente do Senado possa, na prática, desacelerar o calendário da PEC.

Aliados de Lula avaliam que, por se tratar de uma sessão realizada logo após o primeiro turno e em meio à mobilização dos senadores para o segundo turno presidencial, o número de parlamentares presentes na terça-feira ainda pode ser baixo. Isso poderia dificultar qualquer tentativa de acelerar a tramitação ou de criar um ambiente favorável à votação.